Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,0748 | Euro R$ 5,8452
Search

Anestesista que estuprou paciente será indiciado após conclusão do inquérito por Delegacia no Rio

Investigação aponta que Giovanni Bezerra pode ter sedado paciente sete vezes enquanto cometia o crime

relogio min de leitura | Redação 19 de julho de 2022 - 21:28
Médico foi preso em flagrante no dia 10 de julho
Médico foi preso em flagrante no dia 10 de julho -

O inquérito da investigação sobre o caso do anestesista que estuprou uma paciente durante o parto em São João de Meriti foi finalizado na tarde desta terça-feira (19/07) pela Delegacia de Atendimento à Mulher do município. O documento enviado à Justiça indicia o médico Giovanni Quintella Bezerra por estupro de vulnerável. O anestesista de 31 anos foi preso em flagrante no dia 10 de julho por abusar sexualmente da paciente enquanto realizava uma cesariana.

O inquérito concluiu que Bezerra iniciou o crime cerca de 50 segundos depois de o marido da parturiente deixar a sala do parto com o recém-nascido. No vídeo que registrou o crime, feito por funcionários do hospital,

é possível ver o médico aplicando sete doses de um provável sedativo na vítima. O estupro durou 9 minutos e 5 segundos. As informações são do portal de notícias G1, que teve acesso a trechos do inquérito

A investigação escutou 19 pessoas e periciou todo o material utilizado pelo médico. Apesar de não ter encontrado a presença de sêmen na amostra, a perícia constatou que a integridade do material periciado foi parcialmente prejudicada pela  mudança de recipientes antes da coleta.

Além deste, outras cinco denúncias contra o anestesista estão sendo alvo de inquérito. Ao todo, a Polícia Civil investiga mais de 40 possíveis casos de estupro de pacientes de Bezerra. O Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou sigilo do caso de abuso sexual e denunciou o médico enquanto as investigações estavam em curso. Além da prisão, Bezerra também deverá pagar uma indenização de pelo menos 10 salários mínimos a vítima caso seja condenado. Ele já era réu de uma outra denúncia, de um diagnóstico equivocado que deu a uma paciente em 2018.

Matérias Relacionadas