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Resgate da memória em São Gonçalo

Centro da Imigração promove exposição de fotos antigas na Ilha das Flores, em Neves

relogio min de leitura | Redação 18 de maio de 2015 - 12:08

O refeitório da hospedaria retrata o grande número de imigrantes que passaram pelo local

Foto: Divulgação

Por Marcela Freitas

Em comemoração à Semana Nacional de Museus, o Centro de Memórias da Imigração de Imigrantes da Ilha das Flores, localizado no espaço que hoje abriga a Base Naval da Ilha das Flores, às margens da BR-101, na altura de Neves, São Gonçalo, terá uma programação especial. O local é um marco histórico na imigração e migração do Brasil. Mas apesar de toda sua importância para construção da história de nossa região, ainda é desconhecido por parte do grande público. Buscando o resgate dessas memórias, a equipe do Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores montou uma programação especial no próximo sábado (23).

Registro de torcidas do Centro Esportivo Ilha das Flores (Foto: Divulgação)
Registro de torcidas do Centro Esportivo Ilha das Flores (Foto: Divulgação)

Durante visita ao Centro de Memória de Imigração, serão expostas 18 fotografias de seus ex-funcionários que guardam memórias dos 1930 a 60. Além da viagem ao tempo através da recordação fotográfica, o visitante poderá também conversar com ex-imigrantes e ex-funcionários da hospedaria que participarão do evento. Ainda estão programados um bate-papo com o tema: “A hospedaria da Ilha das Flores na Era Vargas”.

De acordo com o professor de História da Faculdade da Formação de Professores (FFP) da Uerj e coordenador do Centro de Memória de Imigração, Luis Reznik, as hospedarias de imigrantes começaram a ser estudadas há cerca de cinco anos.

“Em 2010 foi feito um convênio de parceria entre Uerj e Marinha do Brasil que acabou de ser restabelecido. Dois anos depois, em novembro de 2012, foi inaugurado museu que chamamos de Museu a Céu Aberto. O mais interessante lá são as suas construções muito similares do que eram há 100 anos, como os alojamentos a caixa d’água enorme e a paisagem natural que é onde os imigrantes chegavam e desembarcavam. Tudo é muito legal e isso é o que tem de mais fundamental”, explicou o professor.

Flagrante histórico de visita do presidente Getúlio Vargas (Foto: Divulgação)
Flagrante histórico de visita do presidente Getúlio Vargas (Foto: Divulgação)

O Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores foi criado para disponibilizar materiais de memória e um conjunto de reflexões sobre a história da imigração no Brasil. Em 2013, foram contabilizados 400 visitantes ao local, já em 2014 foram 1,5 mil. A expectativa é que esse quantitativo de visitantes seja bem maior este ano.

“A Marinha nos cedeu uma casa e estamos organizando para fazer uma exposição lá dentro. Esse vai ser o único Museu de Imigração do Rio de Janeiro. Mas enquanto isso não acontece, resolvemos organizar uma exposição temporária com foto de coleções de ex-funcionários e depoimentos de filhos de ex-moradores e funcionários da hospedaria”, ressaltou Reznik.

As visitas ao Centro de Memória de Imigração são gratuitas e devem ser agendadas no site www.hospedariailhadasflores.com.br. Já a exposição “Os moradores, suas fotos e memórias, que acontece no dia 23, é um dia especial e não será necessário agendamento prévio. A visitação à exposição acontece das 9h às 17h.

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