Advogada que 'parou a ponte' organiza ato contra a violência doméstica nesta segunda
Objetivo é trazer luz ao caso dela e de outras vítimas de violência

A ONG Associação Leonora Evaristo de Almeida (ALEA) fará uma manifestação no estádio do Maracanã, nesta segunda-feira (18), como uma forma de trazer luz ao caso da advogada Regina Evaristo, de 56 anos, que parou a ponte Rio-Niterói na última quinta-feira para protestar contra as organizações que fizeram pouco caso das perseguições e ameaças que ela vem sofrendo do ex-marido.
De acordo com a Regina, a ideia é trazer mais luz ao caso dela e de outras mulheres que vêm sofrendo com a violência doméstica e também com o desamparo da Justiça. "Daremos um abraço no Maracanã, o abraço que queremos da sociedade e do Legislativo", disse a advogada.
"Hoje, às 18h, em frente a Estátua do Bellini. Todos são bem-vindos, todos são convidados, todos contra a violência doméstica, violência contra à mulher, contra às crianças.", disse a advogada, que convida as manifestantes a levarem cartazes e faixas contra toda a forma de violência.
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"Desde quinta-feira, eu fiquei conhecida como a Mulher da Ponte, mas eu agradeço a Deus por ser conhecida como a mulher da ponte e não como aquela que foi assassinada pelo ex-companheiro. Eu tenho recebido centenas de pedidos de ajuda. Então quero dizer que no dia 18 de julho, no estádio do Maracanã, às 18h, eu conto com você que tem uma mulher importante na sua família para estar lá para abraçar essa causa. É só um pontapé porque todas essas mulheres que estão me procurando, nenhuma vai ficar de fora. Todas serão ajudadas, porque a gente precisa focar no que converge. O que converge hoje? É salvar essas vidas. Então agradeço a todos que estiverem lá para ajudar, porque o que importa é ajudar as mulheres. Políticos não são bem-vindos, precisamos que o Legislativo nos ajude, mas trabalhando, não no nosso movimento", alertou Regina.