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Pipeiros protestam por interrupção do abastecimento de água no Jardim Catarina

Eles lutam desde novembro pela regularização

relogio min de leitura | Renata Sena 18 de julho de 2022 - 11:01
Ao contrário do que se pensava inicialmente, local de onde se abastecia não era clandestino
Ao contrário do que se pensava inicialmente, local de onde se abastecia não era clandestino -

Há 30 anos a renda de 130 famílias jorra de canos que realizavam o abastecimento de água para caminhões pipa, no Jardim Catarina. Ao contrário que muitos pensam, o local não era clandestino, e os pipeiros pagavam pela água que recebiam. Mas isso mudou, e desde o último novembro eles lutam para regularizar a situação. 

Na última semana, a empresa Águas do Rio, atual responsável pela concessão, foi ao local e acusou os profissionais de estarem furtando água. 

Imagem ilustrativa da imagem Pipeiros protestam por interrupção do abastecimento de água no Jardim Catarina
 

"Eles chegaram e apontaram os pais de família como bandidos. A gente sempre pagou pelo que usávamos. Na época da Cedae, no últimos 15 anos, tinha um funcionário deles aqui e a gente pagava pelo abastecimento. Mas agora eles não querer cobrar e não querem deixar a gente trabalhar", desabafou Delpret Marinho de Assis, conhecido como Dudu, de 64 anos. 

Na manhã desta segunda-feira (18), os pipeiros se reuniram e pediram ajuda no caso. Segundo eles, enquanto "fechavam" o local, na última semana, funcionários da Águas do Rio informaram que a empresa tem projeto de abrir outro ponto de abastecimento, em Santa Luzia. Contudo, não há data para acontecer. 

"Eles dizem que vão construir. Mas até lá como se alimenta mais de 130 famílias? O que a gente pede é que eles reabram aqui, coloquem um funcionário pra nós cobrar um valor justo e deixar a gente trabalhar. Depois, se eles tiverem construído algo, a gente troca de lugar. O que não podemos é ficar sem trabalhar", concluiu Dudu, que trabalha no local há 30 anos. 

Imagem ilustrativa da imagem Pipeiros protestam por interrupção do abastecimento de água no Jardim Catarina
 

Assim como Dudu, Tânia Regina Rodrigues, de 59 anos, trabalha junto com o marido há três décadas no mesmo local. Com a renda familiar vindo exclusivamente do ponto de pipa, Tânia tem precisado fazer bicos para levar algum dinheiro para dentro de casa. 

"A gente só quer trabalhar só quer trabalhar pagando um valor justo e tendo dignidade", finalizou a profissional. 

Os pipeiros pedem que responsável pela empresa Águas do Rio os recebam para, juntos, chegarem num acordo de trabalho justo, digno e com respeito.

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