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Justiça mantém na prisão acusado de jogar bomba caseira em comício de Lula

Artefato tinha fezes e foi arremessado durante evento de campanha de pré-candidato, na Cinelândia, no último dia 7

relogio min de leitura | Redação 10 de julho de 2022 - 09:21
Evento aconteceu na Cinelândia
Evento aconteceu na Cinelândia -

A juíza Ariadne Villela Lopes, da 16ª Vara Criminal, converteu em preventiva a prisão em flagrante de André Stefano Dimitriu Alves de Brito, de 55 anos, acusado  de arremessar uma garrafa com artefato explosivo e fezes durante o comício do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Cinelândia, no Centro do Rio, na noite da última quinta-feira (7). Segundo a magistrada, “as circunstâncias em que supostamente foi praticada a conduta imputada ao custodiado mostram-se graves o suficiente para a referida conversão”. A decisão da juíza foi dada nesse sábado (9).

“Atos dessa natureza mostram-se graves, principalmente por expor a risco concreto a integridade física de diversas pessoas, uma vez que é fato notório que no ato público em que supostamente foi praticada a conduta imputada ao custodiado havia milhares de pessoas, em aglomeração ”, escreveu a juíza.

Em outro trecho da sua decisão, a magistrada  declara que “Por outro lado, o Brasil encontra-se em período pré-eleitoral de eleições gerais, momento em que os ânimos podem se acirrar, mostrando-se necessário o desestímulo de práticas de natureza violenta, não apenas para proteção das pessoas - objetivo primordial da intervenção do Estado-juiz -, mas também para garantia de manifestações livres de pensamento, que podem restar intimidadas por práticas violentas”, destacou.

André foi levado a 5ª DP (Mem de Sá) por policiais militares do 5º BPM (Praça da Harmonia), por volta de 19h. Na ocasião, ele vestia uma camisa preta de mangas compridas, onde estavam colados adesivos de campanha com as inscrições: “Lula, Freixo, André & Eu” e teria utilizado os decalques para se infiltrar na multidão.

Quando André já havida sido colocado dentro da viatura, sendo conduzido a delegacia, pessoas cercaram o carro afirmando que ele havia jogado uma garrafa que explodiu e querendo linchá-lo. Ao delegado Gustavo de Castro, titular da 5ª DP, os militares disseram que chegaram a temer pela “saúde física” dele.

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