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Moradora que presenciou caso de racismo vai testemunhar a favor de porteiro

Caso ocorreu na portaria de um prédio em Copacabana no dia 26 de junho

relogio min de leitura | Redação 05 de julho de 2022 - 11:28
Reginaldo Silva de Lima, porteiro vítima de racismo em Copacabana
Reginaldo Silva de Lima, porteiro vítima de racismo em Copacabana -

Uma moradora que estava passando pela portaria do edifício em Copacabana, na Zona Sul do Rio, onde o porteiro Reginaldo Silva de Lima foi alvo de ofensas racistas e ameaças pelo francês Gilles David Teboul, no último dia 26, afirmou que vai testemunhar a favor do funcionário.

“Eu presenciei o morador dando um tapa no seu Reginaldo, no porteiro. E continuou falando: 'Você é incompetente, você é um preto macaco fedorento, não tem capacidade nem de ser porteiro'. E o seu Reginaldo falando: 'Eu vou para a delegacia.’”, contou ela.

Reginaldo explica que estava atendendo outra pessoa quando Gilles, que também é morador do prédio, passou pelo hall de entrada e notou a porta do elevador de serviço aberta. “Ele voltou e falou: 'Seu incompetente. Você não está vendo que a porta do elevador está aberta? Você não tem capacidade para fazer essa função. Seu negro!’”, relatou.

As câmeras de segurança do prédio flagraram o momento em que Gilles enforca o funcionário com as duas mãos. O francês também teria desferido socos e pontapés contra Reginaldo e ameaçado matar o porteiro caso ele denunciasse o crime. A violência teria continuado mesmo após a chegada da polícia.

“Ele chegou já empurrando meu pescoço e me humilhou. Fisicamente, me deu um soco, pontapés e começou a me xingar. Falou que eu era um vagabundo, um negro, que ele tinha dinheiro e que se eu ligasse, se denunciasse, ele que ia me matar. Falei: ‘O senhor pode fazer o que o senhor quiser, mas eu vou denunciar, sim.’”.

“Ele olhou para mim e falou: ‘Eu vou te matar’. Na frente do policial. Ainda falei para o policial: ‘Ele está me ameaçando’. E o policial falou: ‘Pode deixar’. Tenho certeza que está tudo gravado na câmera do policial.”, concluiu Reginaldo.

A Polícia Militar afirmou que conduziu os envolvidos à delegacia e que a apuração dos fatos ficará a cargo das investigações. A ocorrência foi registrada como injúria racial e ameaça na 12ª DP (Copacabana). Gilles negou as ofensas racistas e disse que não xingou o porteiro.

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