Familiares e amigos se despedem do ex-vereador niteroiense e ex-policial Marival Gomes
Marival morreu nesta quarta-feira após problemas cardíacos

*Daniel Magalhães
Amigos e familiares do ex-vereador de Niterói e ex-policial civil Marival Gomes da Silva estiveram na tarde desta quinta-feira (30) no Cemitério Parque da Colina, em Niterói, para se despedir do ex-parlamentar que fez carreira como inspetor na área de Segurança Pública, com atuação em várias delegacias e órgãos especializados da Polícia Civil.
Um grande número de pessoas esteve no local, entre amigos de corporação, parentes, amigos e autoridades. Emocionadas, as filhas do ex-vereador preferiram não conversar com a imprensa. Amigos e colegas de trabalho falaram sobre Marival e como ele era um bom amigo e profissional.
"Falar do Marival é difícil, era uma pessoa de coração enorme, sempre prestou pelo povo, pelos mais humildes, bem leal, um homem de palavra, de caráter enorme, é uma enorme perda para gente. Ele deixa um bom legado, é até difícil enumerar as coisas que ele fazia. Só mesmo quem teve a vivência, esse carinho de conviver com ele e ver quem ele é realmente vai entender essa falta que a gente está sentindo", disse um amigo da família que preferiu não se identificar.
"Eu estou muito sentida de vir aqui me despedir do meu amigo Marival. Ele foi um vereador que se destacou muito lá na Câmara de Vereadores. No exercício do mandato dele ele me nomeou presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e Defesa da Mulher, ele colocou para funcionar. Hoje eu sou presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e Proteção de Dados da OAB, que a gente também lamenta a perda do nosso amigo Toninho, que foi presidente da OAB Niterói por três mandatos.", disse a atual presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e Proteção de Dados da OAB Marta Menezes, que completou: "Mas o Marival foi uma pessoa muito importante em Niterói tanto na área de segurança pública quanto no cargo de vereador e a gente fez um papel muito bonito com a coordenação dele na Defesa do Consumidor. Ele vai deixar aqui um legado e eu espero que as pessoas lembrem dele como esse homem da vida pública que se dedicou muito a fazer niteroiense mais satisfeito com o serviço público que Niterói tem a oferecer", completou.
"A gente sente muito a morte dele e do Toninho. Lamentavelmente Deus decidiu chamar os dois no mesmo dia e a gente vai sentir a ausência dos dois", concluiu Marta.
Após uma carreira sólida na polícia, Marival decidiu migrar para a política nos anos 90 e se elegeu vereador pela primeira vez pelo PSDB em 1996, obtendo 2.802 votos. Em 2000, se reelegeu para seu segundo mandato, conseguindo 3.714 votos. Em 2004, pelo antigo PPS (atual Cidadania), com 3.368 votos, foi eleito para seu último mandato na Câmara de Niterói. Na política, ele também ocupou o cargo de Secretário de Segurança em uma das gestões de Jorge Roberto Silveira.
Atualmente, Marival estava cumprindo prisão domiciliar em sua casa em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói por questões de saúde. O ex-policial foi condenado a 24 anos de prisão pela 3ª Vara Criminal de Niterói, em janeiro de 2018, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e sem chances de defesa da vítima) e associação criminosa. Segundo investigações da Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio, Marival mantinha ligações com contraventores da região.
Marival teve problemas cardíacos em sua casa e foi depois internado no ospital Copa Star, em Copacabana, Zona Sul do Rio. O ex-vereador morreu na noite de quarta-feira.