Familiares, amigos e autoridades da advocacia se despedem de 'Toninho'
Antônio José deixa uma legião de advogados admiradores do seu trabalho

Familiares, amigos e autoridades da advocacia e do mundo jurídico compareceram nesta quinta-feira (28) ao Cemitério Parque da Colina, em Niterói, presenciar o sepultamento do advogado Antônio José Barbosa, o Toninho, que teve importante relevância na área no estado do Rio, principalmente em Niterói, onde chegou ao posto de presidente da OAB do município.
Entre os mais de 200 presentes, estavam no local importantes juízes e advogados que foram dar um último adeus ao profissional que deixa um legado no setor, principalmente na área trabalhista, que era onde advogava. Os ex-presidentes da OAB-RJ, OAB-Niterói, OAB-Nova Friburgo, o atual presidente da OAB-Mangaratiba, a presidente da Associação Carioca de Advogados Trabalhistas são apenas algumas das autoridades que foram ao local reverenciar o homem que dedicou um pouco de sua vida ao Jornalismo, mas grande parte dela ao Direito.
Emocionada, a esposa de Antônio José, a juíza do trabalho Maria Bernadete Miranda Barbosa da Silva falou sobre a vida pessoal e profissional do marido, que deixa quatro filhos, nove netos e dois bisnetos.
Nós fomos casados por 50 anos, tivemos nossas bodas em janeiro, tivemos quatro filhos e ele foi um pai maravilhoso. Meus filhos também, nós somos muito unidos. Ele sempre deu muito carinho, muita atenção, sempre se dedicou muito. E ele era em casa o que todos conhecem. Tenho certeza que ele fez pelos advogados tudo que estava ao alcance dele, ele cumpriu a missão dele aqui na Terra, agora que descanse em paz, essa última semana foi muito sofrida, mas agora ele tá com Deus. Chegou a hora, a gente fica triste, mas tem que se conformar e que a gente continue unido.", disse a esposa.

"A advocacia hoje ficou órfã porque o Toinho era um expoente, um mestre, um guia. O Toninho era um advogado guia da classe toda, não só em Niterói, mas no estado inteiro. Então, todos nós da advocacia estamos nos sentindo hoje muito órfãos, muito tristes porque a gente perdeu uma das grandes lideranças, um grande homem e uma grande pessoa também. É uma perda irreparável", lamentou Ana Teresa Bazílio, vice-presidente da OAB-RJ, que também foi se despedir do profissional.
O atual presidente da OAB de Niterói, Pedro Gomes, também esteve no sepultamento de Toninho, a quem ele vê como um mentor e mestre. "Esse momento é muito difícil até mesmo de falar, é um momento de tristeza. Hoje, a OAB de Niterói, os advogados niteroienses, do estado, estão perdendo uma grande liderança. Antônio José, o nosso Toninho, deixou um legado muito grande. O maior legado que ele deixou aqui foi a lealdade, a determinação. Poderia falar muita coisa sobre o Antônio José, tudo que ele construiu na OAB de Niterói, mas o que eu mais admirava nele era a capacidade de ser leal, capacidade de liderança, isso para mim é um legado. Legado estrutural tem a sua importância, mas não é de grande importância, o que sim importa é quem ele foi: um grande homem, um grande líder, uma pessoa honrada, que era determinada em seus ideais. Quando ele se determinava a fazer algo, ele ia até o limite e fazia de forma ética moral, é o que eu prezo e é o que eu tento fazer na minha gestão como presidente de ordem, presidente da 16ª subseção. Essa é a visão que eu tenho do meu grande líder e eterno presidente Antônio José", disse.

"Um dia de muita tristeza. A perda de Antônio José, nosso Toninho, é uma perda da advocacia por tudo que o Toninho representava. Eu sempre digo que o Toninho, além do carisma e da força de união que ele produzia para a advocacia, tinha um talento imenso, que era sua capacidade como jornalista, então ele se dedicava absolutamente à defesa da advocacia e da cidadania e com isso ele produziu uma legião de admiradores e amigos. Antônio José deixa apenas amigos nesse nosso plano", completou o presidente da OAB-RJ, Luciano Bandeira.
Antônio José, que também era jornalista e trabalhou nos jornais Diário de Notícias e O Fluminense, lutava há seis anos contra um câncer, mas morreu nesta quarta-feira (29), um dia após seu aniversário. Ele deixa um legado de sucesso em 12 anos à frente da OAB Niterói e alguns feitos importantes como a criação do Núcleo Atendimento à Mulher Vítima da Violência Doméstica, criação do projeto Saúde Itinerante, reproduzido por seccionais e subseções do país, com atendimento de mais de 9 mil advogados e a ampliação da Escola Superior de Advocacia.