Servidora acusada de injúria racial contra entregador faz acordo na Justiça
Ficou acordado o seguinte: ela teve que admitir que cometeu injúria racial; deverá que pagar R$ 15 mil aos dois entregadores; terá que fazer uma retratação pública por escrito, em até 5 dias

A defensora pública aposentada, acusada de ter cometido injúria racial contra dois entregadores em um condomínio de luxo em Niterói, fechou um acordo com a Justiça.
Ficou acordado o seguinte: ela teve que admitir que cometeu injúria racial; deverá que pagar R$ 15 mil aos dois entregadores; terá que fazer uma retratação pública por escrito, em até 5 dias.
A audiência, que durou mais de duas horas nesta quinta-feira (30), aconteceu na 1ª Vara Criminal de Niterói. A defesa das vítimas adiantou que entrará com um processo na esfera cível, por danos morais.
O caso
Dois entregadores foram vítimas de injúria racial de uma defensora pública aposentada em um condomínio de luxo, em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói. O caso aconteceu no dia 30 de abril deste ano, mas só veio a público em 4 de maio com a divulgação de um vídeo.
Segundo informações, as ofensas começaram após a servidora aposentada ver que o carro da dupla estava estacionado em frente a sua casa. Ela, por sua vez, pediu para retirar o veículo, sendo que um dos trabalhadores disse que não tinha carteira de habilitação para retirar e o outro não estava dentro da van.
Um dos entregadores presenciou o exato momento em que a mulher, antes de entrar no carro, o chamou de 'macaco'. O caso foi registrado na 81ª DP (Itaipu).