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G7 decide impor teto sob preço do petróleo russo

Medida visa frear a alta internacional no preço dos combustíveis

relogio min de leitura | Redação 28 de junho de 2022 - 18:03
Encontro do G7 com líderes de democracias emergentes na Alta Baviera
Encontro do G7 com líderes de democracias emergentes na Alta Baviera -

O G7, grupo das sete economias mais avançadas do mundo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), concordou em estabelecer um teto para o preço do petróleo russo. O objetivo é proibir a circulação de barris vendidos acima do preço limite estabelecido pelo grupo. "Convidamos todos os países com ideias semelhantes a considerar se juntar a nós em nossas ações.", afirmaram os líderes do G7 em comunicado divulgado nesta terça-feira (28).

A guerra na Ucrânia teve drásticas consequências para a economia mundial, sobretudo no aumento da inflação no preço de alimentos e matrizes energéticas, como o petróleo, o carvão e o gás natural. A crise originada pelo conflito é o principal tema discutido pela reunião do G7, que teve lugar no Schloss Elmau, um resort de luxo na Alta Baviera, no sul da Alemanha, entre o último domingo (26) e esta terça-feira (28).

A intervenção das potências visa reduzir as importações de gás e petróleo russos, impedindo que o Kremlin capitalize sobre a invasão da Ucrânia e freando a alta contínua no preço dos combustíveis. Mesmo com as sanções do Ocidente, as receitas de exportação de petróleo russas tiveram um crescimento considerável em maio deste ano, de acordo com a Agência Internacional de Energia.

Um membro do alto escalão do governo estadunidense afirmou que o teto sobre o valor que outros países pagam pela importação do petróleo russo reduziria os "recursos que ele [o presidente russo, Vladimir Putin] tem para travar a guerra e, em segundo lugar, aumenta a estabilidade e a segurança do abastecimento nos mercados globais de petróleo."

Uma outra autoridade da União Europeia, que também integra a cúpula do G7, afirmou ainda que o grupo também decidiu impor restrições à importação do ouro russo, numa tentativa de acirrar as sanções econômicas impostas sobre o país. Nesta terça, a moeda russa (rublo) alcançou seu valor mais alto desde a abertura da bolsa de Moscou, em junho de 2015, após o Kremlin dar um calote histórico sobre o pagamento de sua dívida externa.

Os líderes do G7 prometeram ainda investir 4,5 bilhões de dólares na luta contra a crise global de insegurança alimentar, agravada pela pandemia de COVID-19 e o conflito no leste europeu. Os EUA fornecerão mais da metade do valor, destinado a criação de redes de combate à fome em 47 países de baixa e média renda.

A medida é uma tentativa de convencer países em desenvolvimento, muitos dos quais cultivam laços estreitos com a Rússia, a fazer oposição à invasão da Ucrânia. Cinco nações representantes deste grupo de democracias emergentes foram convidados a participar da reunião deste ano. Foram estes, África do Sul, Argentina, Índia, Indonésia e Senegal. O Brasil de Jair Bolsonaro ficou de fora pela terceira edição seguida.

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