'Vamos fazer a UFF sorrir novamente': Roberto Salles é candidato a reitor da UFF

O experiente ex-reitor já administrou a universidade por dois mandatos entre 2006 e 2014

Escrito por Daniel Magalhães 29/04/2022 12:41, atualizado em 29/04/2022 12:29
Roberto Salles
Roberto Salles . Foto: Filipe Aguiar

Marcada para os dias 21 a 23 de junho, a consulta pública que vai definir o novo reitor e vice-reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF) traz alguns rostos já conhecidos que pleiteiam o cargo para administrar e gerir uma das faculdades mais prestigiadas do Brasil entre 2022 e 2026. De origem humilde, o atual candidato ao cargo de reitor, Roberto Salles, começou a trajetória na UFF como bolsista de trabalho no Instituto Biomédico até chegar ao cargo de reitor em 2006. Responsável pelo crescimento vertiginoso da UFF entre os anos de 2006 a 2014, Roberto Salles faz questão de frisar que "veste a camisa" da universidade e por isso tenta uma reeleição em busca de "colocar a UFF nos trilhos e fazê-la sorrir novamente".

 

" UFF precisa voltar a ser a UFF", diz  Salles
" UFF precisa voltar a ser a UFF", diz Salles | Foto: Filipe Aguiar
 


Concorrendo pela Chapa UFF Plural e Democrática, Salles e Izabel Paixão querem trazer de volta a alegria ao servidores e técnico-administrativos da universidade, aumentar a acessibilidade tanto em aspecto físico como de ingresso de novos alunos, além de retomar algumas obras iniciadas em seu mandato. Outro ponto de destaque é a retomada da relação com programas de financiamento de pesquisa, que é um dos pilares das universidades públicas.

Responsável pela expansão da UFF para municípios do interior do estado através do programa REUNI, o médico conseguiu na primeira e segunda gestão dobrar o tamanho da universidade em apenas oito anos de mandato, além de criar novos cursos de graduação e pós-graduação. Após tamanho progresso em um curto espaço de tempo, o candidato a reitor acredita que o crescimento da UFF desde 2015 aos dias atuais está muito aquém do padrão estabelecido anos antes. 

"Com 50 anos, a UFF tinha 240 mil metros quadrados e nós aumentamos em mais 170 mil metros quadrados em oito anos. Nós dobramos o número de alunos na graduação, multiplicamos por quatro a pós-graduação, entregamos 25 prédios, 140 reformas e um cinema novo na reitoria, um dos mais equipados, com teatro e Centro de Artes reformado. Eu esperava que, nesses 8 anos depois que eu saí, a UFF pudesse aumentar a questão da assistência estudantil, que começou conosco em 2006, com a cota para alunos de escolas públicas. Depois, com o PNAD, nós criamos mais ou menos umas 12 modalidades de bolsa de assistência estudantil e depois nós ainda fizemos a integralização das cotas raciais em dois anos, que a lei começou a vigorar em 2012 e em 2014 já tínhamos integralizado tudo. Então, eu acho que nós precisamos retornar para a UFF entrar nos trilhos, tanto na questão da melhoria da graduação quanto no avanço das políticas afirmativas, incluindo a questão da diversidade e acessibilidade, além de avançar bastante na pesquisa e na pós-graduação, isso é importante.", salientou Roberto.

Ao longo dos oito anos de mandato, o ex-reitor construiu um sólido relacionamento com os outros servidores e técnicos da universidade. Durante sua gestão, Salles ficou conhecido por ouvir os funcionários da UFF. Uma das propostas do candidato é trazer de volta a alegria do funcionário público que trabalha na universidade, assim como era nos tempos em que atuava como gestor. 

"Até 2014 nós víamos a alegria no rosto de cada servidor da universidade, trabalhavam com prazer, e a UFF sempre adotou um regime de 30 horas corridas para os técnicos administrativos, que outros reitores fizeram e nós seguimos. Depois houve uma mudança, uma promessa de continuar com as 30 horas, que não foi cumprida, e os servidores passaram a trabalhar 45 horas com ponto digital e isso realmente causou uma comoção geral, causou um impacto negativo no cenário técnico-administrativo e hoje a UFF, quando a gente anda pela universidade e conversa com as pessoas a gente não vê mais aquele sorriso. Então a UFF precisa voltar a ser a UFF."

 

Ao longo dos oito anos de mandato, o ex-reitor construiu um sólido relacionamento com os outros servidores e técnicos da universidade
Ao longo dos oito anos de mandato, o ex-reitor construiu um sólido relacionamento com os outros servidores e técnicos da universidade | Foto: Filipe Aguiar
 


 O importante para Salles é a alegria e satisfação no rosto de quem trabalha na UFF, o que se consegue ao tratar todos com carinho e respeito, como dito por ele. 

"Então nós temos que recuperar isso, porque eu sempre falei que a maior riqueza que a UFF pode ter são as pessoas que trabalham lá. Se você não trata as pessoas que trabalham na empresa com carinho e respeito, essa empresa tá fadada a não ir para frente, e a Universidade Federal é pública, mas não deixa de ser uma empresa. A percepção que eu tenho é que as pessoas não estão contentes com o que está acontecendo. Essa percepção já dura há algum tempo e acho que chegou a hora das pessoas escolherem a mudança.", reforçou.

De acordo com o ex-reitor, outros problemas que têm acarretado na insatisfação do funcionarismo público da UFF são os 'gargalos' que alguns pedidos de aposentadoria, pensão e progressão funcional têm enfrentado atualmente nos setores administrativos da Reitoria.

"Ao meu entendimento, apesar do esforço do nosso funcionário que trabalha na área de professor, falta equipamento e gestão do administrador para solucionar esse problema. Tem gente que entrou com pedido de abono permanência há um ano e não saiu, gente que pediu aposentadoria e não sai, imagina uma pessoa que recebe pensão do cônjuge e fica 5 meses sem receber. Tivemos um caso de uma mulher que o esposo dela era professor da UFF e da UFRJ, na UFRJ ela recebeu a pensão em um mês, aqui com 5 meses ela não tinha recebido, então tem algum problema que precisa ser resolvido de imediato."

Através do programa REHUF (programa de financiamento e recuperação dos hospitais universitários), a gestão de Salles conseguiu reformar e equipar todo o Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) a partir de 2006. Porém, o candidato a reitor conta que, com sua saída em 2014, alguns pontos passaram a deixar a desejar, sobretudo no número de leitos e atendimento aos funcionários técnico-administrativos. 

"Com a verba do REUNI E REHUF, nós conseguimos reformar e equipar todo o HUAP com o que tem de melhor. Todos os equipamentos importantes como ressonância, medicina nuclear, aparelho de ultrassonografia, tudo que vocês possam imaginar de importante para o hospital funcionar nós colocamos lá dentro. E o hospital estava indo realmente muito bem, só que depois da nossa saída, mesmo com o hospital reformado equipado, começamos a ter diminuição do número de leitos e hoje temos 120 leitos no Hospital Universitário Antônio Pedro.", contou. Sobre as vagas para funcionários da UFF no hospital, Salles conta que isso foi algo que se perdeu. "Os funcionários técnico-administrativos também tinham um número de vagas para serem atendidos no Hospital Universitário e hoje não tem mais, se um funcionário do hospital, seja médico, um técnico ou do administrativo passar mal na porta do hospital vai ter que ser levado pro Azevedo Lima, porque ele não vai conseguir entrar".

Dois anos após a saída de Salles e sua gestão, a UFF firmou em 2016 um contrato com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), que é o órgão do Ministério da Educação responsável pela gestão do REHUF. Segundo Salles, alguns dos itens do contrato estabelecido entre a UFF e a empresa não estão sendo cumpridos, o que para ele é um motivo para revisão imediato do contrato após ele ser eleito reitor. 

 

Roberto Salles, começou a trajetória na UFF como bolsista de trabalho no Instituto Biomédico até chegar ao cargo de reitor em 2006
Roberto Salles, começou a trajetória na UFF como bolsista de trabalho no Instituto Biomédico até chegar ao cargo de reitor em 2006 | Foto: Filipe Aguiar
 


"Depois que nós saímos em 2014, a UFF assinou em 2016 um contrato com a EBERSH, que é uma empresa brasileira de assistência hospitalar. E essa empresa, entre os vários itens do contrato tem algumas cláusulas que diziam que depois de um ano tinha que contratar pessoal e abrir leitos. Então, a empresa tem que contratar depois de um ano mão de obra e abrir leitos, o que não aconteceu por algum motivo. E eu não posso dizer o que aconteceu, só que o contrato não está sendo cumprido, e eu como conselheiro permanente do Conselho Universitário e uma pessoa que sempre vestiu a camisa e tem orgulho de ser UFF, pedi para formar uma comissão - depois de cinco anos - para estudar o contrato UFF e EBERSH."

"Vamos formar uma comissão logo que assumir com prazo de 90 dias para analisar toda essa relação UFF x EBERSH e tomar uma medida responsável. A gente tem que analisar com carinho tudo o que tá acontecendo, aproveitar o relatório da comissão do Conselho Universitário e tomar uma medida em conjunto com a comunidade que está dentro do hospital, as pessoas que lá trabalham dando aula em vários cursos, e tomar uma decisão sobre qual rumo que nós queremos para nosso hospital universitário.", reforçou.

Com a expansão territorial, de cursos e de acesso de novos estudantes da UFF, um ponto que entra em questão é a manutenção da qualidade de ensino em uma das maiores universidades do país, além de melhorar a acessibilidade na universidade em sentido amplo. Segundo Salles, a manutenção dos estudantes na UFF para que tenham uma boa e sólida graduação é um dos pontos principais que um reitor precisa focar, já que não basta entrar na universidade, tem que prover condições para que os alunos consigam permanecer nela, como salientado por ele. 

Sobre conseguir manter os estudantes dentro da universidade, Salles comenta que "esse é um grande desafio para um bom gestor, é captar recursos, discutir juntos aos órgãos competentes do MEC para poder aumentar recursos do PNAD e a lei prevê vários itens que você usar o dinheiro do PNAD. Então, usar o dinheiro exclusivamente para aumentar essa rede que a UFF tem de bolsas e proteção dos estudantes que precisam desse recurso para poder estudar, porque não basta passar para a universidade, tem que ter condições. E as condições foram iniciadas no REUNI, coincidindo com o período em que nós fomos reitores."

Sobre a acessibilidade na questão física, visando alunos, funcionários e visitantes com deficiência, Salles relembra que uma das primeiras coisas que fez na sua gestão como reitor foi criar as condições necessárias de acesso para PCDs. 

"A primeira coisa que nós fizemos, por exemplo no Gragoatá só tinha calçamento de paralelepípedo, foi criar um acesso, inclusive com orientação para pessoas com necessidades especiais, uma calçada em todo o campus para que o aluno pudesse circular. E todas as nossas obras já incluíam a questão da acessibilidade, e os prédios mais antigos a gente ia adaptando a questão da acessibilidade, além disso, nós criamos um grupo justamente para implantar e estudar a acessibilidade e inclusão - acessibilidade no termo amplo. Se não me engano, em 2013, criamos um curso de mestrado profissional em acessibilidade e inclusão, isso aí foi muito importante, mostrando a nossa preocupação não só com a questão física como também com a questão do ensino para essas pessoas que estão entrando na universidade. Então hoje nós temos o mestrado em acessibilidade e inclusão, que precisa ser incrementado e que foi criado na nossa gestão."

 

UFF
UFF | Foto: Divulgação
 

O acesso à universidade antes mesmo do vestibular também é uma questão de suma importância para a Chapa Plural. Nesse ponto, Salles destaca o incentivo aos pré-vestibulares sociais que existem na UFF. 

"Lá no começo quando entramos como reitor, tinham 8 pré-vestibulares sociais e nenhum recebia recurso, cobrava uma taxa do aluno. E nesse contexto de inclusão nada mais justo que colocar dentro do PDI recursos para ajudar esses vestibulares, isso deu um resultado fantástico durante anos. Porque esses pré-vestibulares, que é pras pessoas que não podem pagar um curso, muitos desses alunos estudaram na uff ou são formados nela. Tem outra  modalidade de inclusão que nós fizemos que foi apoiar os pré-vestibulares sociais, porque neles nós temos alunos da UFF dando aula, só que neles você pode ser voluntário, mas se você recebe uma bolsa para dar aula num curso desse você vai muito mais satisfeito e feliz pra poder ministrar esse curso, foi o que nós fizemos: colocamos dentro do PDI uma verba e todos receberam proporcionalmente ao seu tamanho, foi algo que deu certo e pretendemos continuar".

Outro foco da reeleição de Sales é a retomada do relacionamento da UFF com institutos de financiamento de pesquisa. As universidades públicas no Brasil são nacional e internacionalmente reconhecidas por suas pesquisas em diferentes áreas, não somente da saúde. Para a Chapa 3, é importante incentivar os cursos de pós-graduação e procurar mais incentivo de órgãos financiadores, como CAPES e CNPQ.

"Captamos os recursos e colocamos dentro do PDI (Programa de Desenvolvimento Institucional), que toda universidade - pública ou privada - deve ter. Então nós destinamos uma parte do recurso justamente para incentivar os cursos de pós-graduação, tanto os que estavam no topo quanto aqueles que não recebiam verba de órgãos financiadores, como CAPES, CNPQ, porque nos editais esses órgãos dão preferências para aos cursos que estão mais acima, no topo, com esse incentivo interno de fazermos editais para esses cursos e mais a contratação de professores e doutores resultou em uma série de cursos que cresceram de nível.  Isso foi um ponto interno importante de incentivos aos editais dos cursos que nós criamos. E a outra questão é o relacionamento com esses órgãos financiadores da pesquisa. Isso foi fundamental. Temos que ter essa relação próxima e mostrar pra eles o que a universidade faz. Assim como as patentes também, nós incrementamos na nossa agência de inovação e multiplicamos por 5 o número de patentes até 2014. Retomar relacionamento com órgãos de pesquisa, tentar fomentar editais internos com recursos próprios ou de parcerias e também colocar inovação dentro da universidade como um ponto importante para o crescimento da nossa instituição."

 

Universidade cresceu na gestão de Salles
Universidade cresceu na gestão de Salles | Foto: Divulgação
 


Para além da pesquisa, a UFF também é conhecida pela forte relação com a cultura, a universidade possui um renomado curso de Cinema, procurado por estudantes de todo o Brasil. Desde os primeiros mandatos, Salles teve uma forte preocupação em enraizar a cultura nos pilares da UFF. 

"Essa cultura tem que estar enraizada, ser permanente na universidade, a universidade tem que respirar arte e cultura, e foi nesse sentido que nós fizemos o cinema novo Nelson Pereira dos Santos. Na época, derrubamos o cinema antigo que tinha, levantamos o cinema novo super equipado e depois reformamos o Teatro e Centro de Artes e convidamos vários cineastas, inclusive o Nelson Pereira dos Santos para a inauguração. Compramos também o cinema em Icaraí.

E nós temos uma faculdade, que é o IACS, e nós temos que fazer um trabalho permanente junto com as pessoas que entendem, associar os equipamentos que nós temos e promover a arte como algo que faz parte do cotidiano da UFF. Agora pra isso você precisa entrar nos editais existentes pra também captar recursos, tem que fazer o que eu fiz: ir no Ministério da Cultura, teve encontro meu com Gilberto Gil, consegui recursos para terminar tudo o que nós iniciamos. O reitor tem esse papel, dialogar permanentemente com os ministérios, com os prefeitos, com os governadores, sempre de igual pra igual. A UFF tem que ser plural, democrática, tem que ser um amplo espaço de discussão, mas ninguém pode sobrepor os interesses da universidade, nem órgão, nem governo, nem nada."

Acima de tudo, o maior desejo de Salles e seus parceiros de chapa ao retornar ao cargo de reitor é simplesmente dar continuidade ao que começou em 2006, incluindo terminar as obras que seguem inacabas. 

"Obras do Instituto de Química, Farmácia, Medicina, IACS e Campos dos Goytacazes. Todas as obras iniciadas serão concluídas, nada ficará para trás. Esse é um dos motivos para nosso retorno, terminar o que começamos. Em 8 anos nós dobramos a área, eles tiveram 8 anos para concluir as obras e entregaram só uma até agora. Então agora temos que voltar para concluir todas essas obras.", disse.

A Chapa UFF Plural e Democrática é a primeira a trazer uma mulher como vice. Ele acredita que isso é importante para representatividade, já que 55% das pessoas que integram a universidade é do público feminino.

"A UFF já teve uma mulher vice, mas era uma época que não tinha eleição, era indicação do governo. A professora Isabel vai ser a primeira mulher pesquisadora que cuidou dos exames de Covid aqui dentro da UFF no período de pandemia, foi diretora do instituto de Biologia, vai ser a primeira mulher em 63 anos de UFF que vai ser vice-reitora eleita. Isso tem um significado não só dentro da sociedade em geral como dentro da UFF, já que 55% da UFF é feminina e em alguns cursos até mais. Então isso mostra que a chapa 3 é plural e democrática porque todas as decisões vão ser discutidas nos âmbitos e poderes da universidade.", concluiu Salles.

Currículo dos candidatos

 

Roberto Salles
Roberto Salles | Foto: Filipe Aguiar
 


Roberto de Souza Salles

Graduado em Medicina pela Faculdade Souza Marques (1990), graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Fluminense (1981), com mestrado em Patologia (Anatomia Patológica) pela Universidade Federal Fluminense (1988), doutorado em Sanidade Animal pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2001 e pós-doutorado em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)). É atualmente, professor titular da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Microbiologia Médica, atuando principalmente nos seguintes temas: borrelia burgdorferi, borreliose de lyme, leptospirose, elisa indireto e virologia. Em 23 de novembro de 2006 foi investido no cargo de Reitor da Universidade Federal Fluminense, com mandato até 23 de novembro de 2010, reconduzido ao cargo de Reitor por mais quatro anos, terminando este mandato em 18 de novembro de 2014; membro permanente do Conselho Universitário da Universidade Federal Fluminense; membro eleito para compor a Câmara de Legislação e Normas - CLN do Conselho Universitário da Universidade Federal Fluminense, até 2018. Atualmente coordena o GT Educação Superior instituído pela Câmara dos Deputados e é Membro Fundador da Organização Mundial Kairós para transformação educativa.

 

Roberto Salles e a professora Izabel Paixão concorrem pela Chapa 3
Roberto Salles e a professora Izabel Paixão concorrem pela Chapa 3 | Foto: Divulgação
 


 Izabel Christina Nunes de Palmer Paixão

Izabel Paixão é Doutora e Mestra em Ciências Biológicas (Biofísica) pela UFRJ e Professora Titular do Departamento de Biologia Celular e Molecular (GCM-UFF). Realizou pós-doutorado na Universidade de Miami (1992-1994) e na Universidade da Flórida (2004), ambas instituições sediadas nos Estados Unidos. É Pesquisador 2 do CNPq, Cientista do projeto Nosso Estado e Chefe do Laboratório de Virologia Molecular e Biotecnologia Marinha. Exerceu o cargo de Pró-reitora substituta na Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (PROPPI). Foi diretora do Instituto de Biologia da UFF (2015-2019) e Chefe de Departamento de Biologia Celular e Molecular. Coordenou a execução dos testes de Covid na UFF no período 2020-2021.

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