Sem dinheiro para o gás, jovem morre após tentar cozinhar com álcool

Ela faleceu no último dia 06

Escrito por Redação 11/04/2022 08:38, atualizado em 11/04/2022 09:16
A vítima não tinha dinheiro para comprar gás de cozinha
A vítima não tinha dinheiro para comprar gás de cozinha . Foto: Reprodução/Internet

Uma mulher morreu aos 26 anos depois de tentar cozinhar com álcool (de posto de gasolina) e ter 85% de seu corpo queimado. A vítima não tinha dinheiro para comprar gás de cozinha depois de ficar desempregada na pandemia. Angélica Rodrigues faleceu no dia 6 enquanto se preparava para uma cirurgia na qual retiraria partes de sua pele queimada. As informações são do G1.

A mulher, que morava em São Vicente, em São Paulo, se queimou com o álcool enquanto tentava cozinhar. “Ela sofreu queimaduras cozinhando em álcool. Achou que a chama do potinho tinha acabado, virou o galão de álcool, o fogo veio para cima do galão e pegou no corpo dela. Ela se assustou, sacudiu o galão, e foi para o corpo dela todo", contou a mãe dela, Silvia Regina dos Santos, ao G1.

Logo depois, a família conseguiu o resgate dela e Angélica foi levada para o Hospital Municipal I. Ela ficou na unidade por duas semanas até conseguir ser transferida para Hospital Geral Vila Penteado, na cidade de São Paulo. O Hospital Geral seria mais especializado em casos de queimaduras como o dela e poderia ajudá-la, segundo a família. 

"Em São Vicente não tinha hospital especializado, e depois de tanto corrermos atrás que saiu a vaga para o hospital especializado. Mas, houve negligência, porque ela ficou duas semanas no Crei antes de conseguir a vaga, demorou para sair essa vaga", afirmou a tia da vítima, Thamires da Silva. 

A mulher faleceu no aguardo de sua tão esperada cirurgia. 

Ao G1, a Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria da Saúde (Sesau), disse que equipes técnicas do primeiro hospital aplicaram os cuidados necessários na vítima enquanto ela ainda não havia conseguido uma vaga no hospital especializado.

Já a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo disse ao portal que o caso foi monitorado pela central de busca de vagas - Central de Regulação de Oferta e Serviços da Saúde (Cross) - e que a transferência dela dependia que ela estivesse estável.  

Além disso, a pasta disse que a Cross não nega vagas por ser um serviço intermediário entre os serviços de origem e de referência, que funciona 24 horas por dia. O papel da Cross, inclusive, é de auxiliar na identificação de uma vaga no hospital mais próximo e apto a cuidar do caso e não criar leitos.

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