Prefeitura do Rio lança o 'Programadores Cariocas' para jovens vulneráveis

Serão 5 mil vagas em curso de capacitação na área de tecnologia da informação. Refugiados, negros, mulheres e trans terão prioridade

Escrito por Redação 31/03/2022 14:30, atualizado em 31/03/2022 15:07
Lançamento do 'Programadores Cariocas'
Lançamento do 'Programadores Cariocas' . Foto: Divulgação/Hugo Barreiro

As secretarias de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação (SMDEIS) e Juventude (JuvRio) lançaram nesta quinta-feira (31) o “Programadores Cariocas”, política pública para formar e qualificar jovens em situação de vulnerabilidade social na área de programação junto às instituições de ensino previamente selecionadas. O programa é destinado a refugiados e egressos do ensino público com ensino médio completo, com prioridade para negros, mulheres e trans.

“Este programa está totalmente adaptado à realidade atual do nosso mercado. Há um déficit de 24 mil vagas por ano no setor de tecnologia da informação por falta de profissionais qualificados. O Programadores Cariocas vai dar oportunidades e empregabilidade para os jovens que mais precisam”, destaca Chicão Bulhões, secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação.

A meta é formar cinco mil profissionais nos próximos três anos, sendo 850 com bolsa integral. Os alunos contemplados com uma das 4.150 bolsas parciais (50%) pagarão o valor restante apenas após a conclusão do curso e, caso não consigam um emprego em até cinco anos, a instituição parceira assumirá o custo. O Programadores Cariocas também vai oferecer dois auxílios para todos os jovens matriculados: um financeiro de R$500 por mês e um computador. O curso será exclusivamente presencial e terá duração de seis meses (400 horas).

O Programadores Cariocas tem o objetivo de oferecer oportunidade de entrada no mercado de trabalho para os jovens mais vulneráveis. Além disso, também vai contribuir para reduzir o déficit de profissionais qualificados na área de linguagens de programação e minimizar desigualdades sociais.

"Com esse programa, o jovem carioca terá condições de entrar nesse mercado que só aumenta, ano após ano. Tenho certeza de que o Programadores Cariocas mudará a realidade de muitos deles", comenta o secretário especial da Juventude, Salvino Oliveira.

Programa é voltado para jovens em situação de vulnerabilidade social

Para se matricular, é necessário ser residente na cidade do Rio de Janeiro, ter entre 17 e 29 anos, ter ensino médico completo e ser oriundo da rede pública de ensino. As vagas serão preenchidas pelas pessoas que comprovem ser vulneráveis, com base no Índice de Desenvolvimento Social (IDS) calculado pelo Instituto Pereira Passos (IPP). Os refugiados não precisarão ser oriundos de escola pública e nem mesmo estar dentro do IDS.

No próximo mês, será publicado um edital para selecionar as instituições de ensino parceiras. A previsão é que os interessados possam se inscrever no site em maio, com a primeira turma iniciando as aulas em junho.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o setor de tecnologia da informação tem uma crescente empregabilidade, com 79 mil empregos formais no Brasil, em 2021. Apesar disso, os números também mostram que há 24 mil vagas no país não preenchidas, anualmente, por falta de profissionais qualificados. A empregabilidade do setor é de 80% e a remuneração média inicial de R$3 mil.

/Lançamento do 'Programadores Cariocas'
Lançamento do 'Programadores Cariocas'. Foto por Divulgação/Hugo Barreiro
. Foto por Divulgação/Hugo Barreiro

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