Telegram cumpre decisão do STF e retira do ar mensagem de Bolsonaro
Aplicativo começou a cumprir exigências para que volte ao ar

O Telegram cumpriu uma das determinações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tirbunal Federal (STF), e apagou uma mensagem enviada pelo presidente Jair Bolsonaro em seu canal no aplicativo de mensagens. A publicação que teve que ser retirada do ar era uma mensagem do presidente com links para um inquérito da Polícia Federal sobre a invasão por um hacker dos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Agora, no lugar da mensagem aparece uma informação de que a publicação não pode ser mostrada por ter violado as leis locais. No dia 4 de agosto do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro publicou em suas redes sociais o inquérito da PF na íntegra, o que levou a abertura de um inquérito no STF.
Na ocasião, Bolsonaro estava em 'pé de guerra' com o TSE por conta da calorosa discussão a respeito da adoção ou não do voto impresso nas eleições de 2022. O voto em papel acabou não sendo aprovado pelo Congresso Nacional.
Durante todo o mandato, Bolsonaro atacou, sem provas de fraudes, as urnas eletrônicas, questionando a segurança dos dispositivos. No inquérito em questão, a Polícia Federal investigou a invasão de um criminoso nos sistemas do Tribunal. Não há provas, entretanto, de que a invasão tenha comprometido de alguma forma as urnas eletrônicas.
Na última sexta-feira (18), o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio do Telegram no país após este não cumprir uma série de exigências e ignorar as determinações do STF. Neste sábado (19), o ministro deu 24 horas para o Telegram cumprir todas as decisões judiciais brasileiras que determinaram a suspensão de usuários ou a remoção de conteúdo. Caso as exigências não sejam cumpridas, o aplicativo pode ser suspenso no Brasil.
Moraes apontou que, segundo informações enviadas pela empresa, várias decisões finalmente foram cumpridas. Ele, porém, destacou que, até então, ainda havia alguns conteúdos no ar que deveriam ser suspensos, como a publicação de Bolsonaro, que foi retirada neste domingo.