Nomofobia surge como nova fobia entre a população; saiba mais!
Psicólogos afirmam que esse medo está em fase de crescimento

A nomofobia é um nome pouco conhecido pelas pessoas quando se trata de fobias, mas ela vem crescendo em todo o mundo. Essa fobia trata-se basicamente do medo irracional que as pessoas têm de ficar sem o celular.
O crescimento da nomofobia é tão vigente que será um dos assuntos da próxima novela da TV Globo. Prevista para estrear em outubro, abordará as relações entre o homem e a tecnologia. A autora da novela compartilhou em sua rede social um dado que evidencia a questão, onde aponta que o Brasil é o 4º país no mundo em índices de vício no celular.
“O uso de celulares e outras tecnologias semelhantes é válido enquanto proporciona benefícios. Uma vez que se tornam obstáculos torna-se necessário reavaliar até que ponto nos fazem bem e quando começam a ser fonte de sofrimento. Estar o tempo todo conectado pode atrapalhar nossa percepção sobre o ambiente ao nosso redor e também as pessoas a nossa volta.”, explica o psicólogo Otávio Veras.
Em um levantamento realizado pelo Google, foi mostrado que 73% dos brasileiros não saem de casa sem seu aparelho celular. De uns tempos pra cá, é notório que a população utiliza cada vez mais seus smartphones, e para diversas finalidades diferentes.
A pandemia é outro fator que pode ser citado como colaborador do crescimento dessa nova fobia. Devido ao isolamento ao qual as pessoas precisaram se submeter, ficando em casa o tempo todo, muitas viram nos seus celulares uma forma de deixar as coisas um pouco mais normais, mantendo conexões e se distraindo.
“A longo prazo, os impactos são físicos, psicológicos e sociais. Como consequência, percebo cada vez mais uma ausência de relações reais e o crescimento de transtornos de ansiedade e pânico que muitas vezes acompanham a nomofobia. É preciso estar atento ao uso dos smartphones e das redes de comunicação”, afirma a também psicóloga Júlia Melo.
De acordo com os especialistas, é necessário que haja equilíbrio no uso dos celulares, pois o problema não está na tecnologia em si, mas na maneira como nos relacionamos com ela, visto que um aparelho celular hoje em dia tornou-se item essencial ao homem, principalmente o morador da zona urbana.
*Sob supervisão de Cyntia Fonseca