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Família de Moïse Kabagambe escolhe administrar quiosque no Parque Madureira

Data de inauguração não foi anunciada

relogio min de leitura | Redação 15 de março de 2022 - 15:47
Moïse Kabagambe foi morto em fevereiro após cobrar diárias atrasadas no quiosque onde trabalhava
Moïse Kabagambe foi morto em fevereiro após cobrar diárias atrasadas no quiosque onde trabalhava -

Após conversas com o secretário municipal de Fazenda do Rio, Pedro Paulo, a família de Moïse Kabagambe aceitou o convite para administrar um quiosque no Parque Madureira, na Zona Norte do Rio. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento nesta terça-feira (15). Ainda não foi divulgada a data de inauguração do estabelecimento. 

A escolha do local foi decidida em conjunto entre os parentes do congolês, morto aos 24 anos, e a Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento. Inicialmente, a concessionária que administra o quiosque Tropicália, onde o crime aconteceu, tinha concedido o espaço para a família administrar. Porém, no dia 15 de fevereiro, os parentes afirmaram em uma reunião que queriam um ponto em outro lugar, por não se sentirem confortáveis em assumir a operação do quiosque que vai ficar ao lado do memorial ao jovem.

Apesar de a família ter recusado o ponto inicial, a concessionária manteve as condições de compromisso ofertadas, que autorizam o uso de um espaço comercial até 2030, além de isenção de aluguel, suporte jurídico e contábil mais treinamento para a gestão do local. Com as condições apresentadas, foram também mostradas outras alternativas para a família, que escolheu o ponto no Parque Madureira.

No dia 23 de fevereiro, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deu um prazo de 30 dias para a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Orla Rio informassem quais medidas serão tomadas para indenizar a família de Kabagambe. No inquérito, o MPRJ destacou que o caso é uma clara violação dos direitos humanos do congolês e que é papel das instituições de garantias velar pela adoção de medidas de proteção para o resguardo de Direitos Humanos.

No dia 22 de fevereiro, a Justiça aceitou a denúncia contra os acusados pela morte de Moïse.   A juíza Tula Correa de Mello, titular da 20ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, pediu a prisão preventiva de Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, Brendon Alexander Luz da Silva e Fábio Pirineus da Silva, que se tornaram réus pela morte do congolês.

Relembre o caso

Moïse foi espancado e morto pelo trio após um desentendimento. O jovem foi ao quiosque cobrar valores de duas diárias de trabalho que ele ainda não tinha recebido O crime gerou grande comoção com repercussão nacional e internacional, além de  protestos .

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