'O que aconteceu com Jhonatan'? Família busca resposta para desaparecimento em SG
Ele sumiu de casa no dia 18 de fevereiro

Há duas semanas a família do motorista de aplicativo Jhonatan Gomes Braga, de 27 anos, está sem notícias dele. Os filhos choram querendo o pai. A esposa dele, Ariana Martins, também de 27 anos, sente falta do companheiro, assim como a doméstica Fátima Regina dos Santos, que só quer ter respostas do filho. A principal pergunta da família hoje é: 'o que aconteceu com Jhonatan?'
Em uma matéria anterior, feita em fevereiro, o OSG contou como o motorista de aplicativo sumiu após fazer um bico com um amigo em Santa Luzia. Ele nunca mais retornou. "Nós vamos completar cinco anos juntos no mês que vem. As crianças vivem perguntando dele, não se pode abrir a porta da cozinha lá de casa que elas já vão gritando 'papai'. É horrível! Os mais novos (de 5 e 3 anos) perguntam direto do pai. A mais velha, de 10 anos, entende mais o que está acontecendo, mas fala para eu não ficar mal e pensar positivo. Eu não consigo nem comer desde sexta. Durmo do lado dele na nossa cama, torcendo pra ele me acordar como fazia e pedir para eu chegar para o lado", contou Ariana anteriormente.
Hoje, a família continua sem respostas e vivendo o pesadelo de receber trote de pessoas mal intencionadas, além de ter como nova rotina a busca por corpos nos Institutos Médicos Legais (IMLs) da região, hospitais e delegacias para ver se há notícias do rapaz em algum lugar. Ariana, esposa de Jhonatan, contou que não aguenta mais.
"Cadê você, Jhonatan? Só queremos respostas. Eu só estou de pé hoje por causa dos meus filhos, quero que isso tudo acabe e que o Jhonatan retorne logo para casa. Eu entreguei nas mãos de Deus. Todo dia meu filho pergunta do pai e eu tenho que dizer que ele está trabalhando e vai demorar para voltar, é muita aflição", contou ela que tem três filhos, sendo um de Jhonatan. No entanto, as outras duas crianças também são agarradas com o motorista. Eles moravam todos juntos.
A mãe de Jhonatan, dona Fátima, também não sabe mais o que fazer. "Já são 14 dias sem respostas. Queremos saber o que está ocorrendo. Eu recebo ligações privadas de muita gente passando trote ou falando que vai me ajudar e nada. Tem gente que dá pista de um corpo em algum lugar, eu vou, e nunca é ele. Quero muito uma resposta. Hoje, nem comer eu consigo, no máximo, me alimento com uma banana, é uma agonia muito grande", afirmou ela.

A doméstica conta que só quer respostas. "Não sei se acredito mais que meu filho estará vivo, mas quero o corpo dele para conseguir, pelo menos, enterrá-lo dignamente. É um sofrimento muito grande não saber o que aconteceu ou onde ele está. Ele nunca ficou tanto tempo longe de casa", disse. O caso foi registrado na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) e segue sob investigação. Quem tiver qualquer informação deve ligar para o Disque Denúncia pelos números (21) 2253-1177 ou (21) 98849-6254 (Whatsapp).
Procurada, a Polícia Civil ainda não retornou o contato para informar sobre atualizações das investigações.