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Exclusivo e especial? Produtos personalizados ganham espaço no comércio local; veja!

Pandemia colaborou para aumento da produção no comércio informal

relogio min de leitura | *João Victor Padela 23 de fevereiro de 2022 - 14:39
Produtos artesanais fazem parte de nicho de mercado informal que tem crescido no país
Produtos artesanais fazem parte de nicho de mercado informal que tem crescido no país -

Você lembra de algum momento em que se sentiu feliz, realizado ou especial ao receber um presente que era "a sua cara"? Independente do valor, a escolha por presentes personalizados geralmente atinge o objetivo de agradar o presenteado de forma eficiente. Esse nicho de mercado é um dos tantos que tiveram crescimento desde o início da pandemia, em 2020, com a alta do desemprego e consequente aumento da informalidade no país.

No fim do segundo trimestre de 2021 (dado mais recente divulgado), o volume de trabalhadores informais chegou a 48,7% da população ocupada diante de 45,7% no primeiro trimestre de 2012 e o pico anterior de 48,5% no terceiro trimestre de 2019, segundo levantamento da consultoria iDados, tendo como base microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Isso corresponde a aproximadamente 25,4 milhões de pessoas trabalhando por conta própria.

Há ainda, aqueles que, apesar de manterem seu trabalho formal, sofreram redução salarial ou tiveram aumento significativo das despesas, tendo que recorrer a formas de complementar a renda mensal com trabalhos extras. Entre elas, estão os empreendedores ligados às artes manuais e/ou artesanatos, que diariamente confeccionam itens personalizados como agendas, banners, canetas, canecas, camisas, cartões, garrafas, entre outros. 

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Andree Teixeira, de 49 anos, vende canetas personalizadas no local onde trabalha. Ela é enfermeira em um hospital localizado no Morro dos Marítimos, em Niterói, e viu nesse mercado uma forma de aumentar sua renda mensal. “Sou enfermeira, ganho um salário baixo, resolvi aumentar minha renda fazendo canetas personalizadas para vender. Cada uma custa 15 reais.”, disse Andree. A enfermeira afirmou também, que cada pessoa que compra vai recomendando para outra, o famoso "boca-a-boca", e desta forma consegue vender mais. 

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Outro exemplo é o de João Pedro Souza, de 23 anos, que no início da pandemia trabalhava em uma loja que vendia produtos personalizados, mas no fundo, sempre teve o desejo de ter o próprio negócio. Atualmente ele vende seus próprios produtos personalizados, tendo foco em banners e cartões.

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Morador de São Gonçalo, Walter Rosa começou vendendo canecas personalizadas para ter um dinheiro extra no final do mês. Com apenas 21 anos, o estudante de Educação Física gostou da experiência e resolveu abrir sua própria loja de personalizados, hoje chamada de “WR Personalizados”, localizada no Alcântara, em São Gonçalo. “Sempre gostei muito de trabalhar com isso, quando tive uma oportunidade, não pensei duas vezes e abri uma loja para vender meus produtos”, afirmou Walter.

Contatos:

- Andree Teixeira: (21) 97624-1174

- João Pedro Souza: (21) 99314-9627 e @joaopedroexb

- Walter Rosa: (21) 98360-9137 e @w.rpersonalizados

*Sob supervisão de Cyntia Fonseca

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