Estudo indica que subvariante BA.2 pode ser mais letal que a Ômicron
Pesquisa de laboratório japonês mostra novos dados sobre subvariante

Uma nova pesquisa de um laboratório japonês apontou que a subvariante BA.2, variação da Ômicron, não apenas se espalha mais rápido, mas como também pode ser mais letal e combater algumas das principais armas que temos contra a Covid-19.
A pesquisa mostrou que a BA.2 pode ter recursos que a tornam capaz de causar doenças graves quanto as variantes mais antigas da Covid-19, como a Delta. Além disso, assim como a Ômicron, ela parece fazer escapar parte da imunidade adquirida com as vacinas. No entanto, os dados mostram também que a dose de reforço restaura a proteção, tornando o agravamento da doença cerca de 74% menos provável.
Os dados também mostraram que a subvariante é resistente a alguns tratamentos, incluindo sotrovimab, o anticorpo monoclonal usado atualmente. As descobertas foram publicadas nesta quarta-feira (16) como um estudo de pré-impressão no bioRxiv, antes da revisão por pares.
O estudo mostrou ainda que a BA.2 é cerca de 30% a 50% mais contagioso que Omicron e foi detectada em 74 países e 47 estados dos EUA. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA estima que cerca de 4% dos americanos com Covid-19 agora têm infecções causadas pela subvariante.
A pesquisa também descobriu que a BA.2 pode se copiar nas células mais rapidamente do a versão original do Omicron e é mais hábil em fazer com que as células se unam. Isso permite que o vírus crie aglomerados maiores de células, chamados sincícios, que se tornam fábricas para produzir mais cópias do vírus.
A subvariante, assim como a Ômicron, foi capaz de romper anticorpos no sangue de pessoas que foram vacinadas contra o Covid-19, além de ser resistente aos anticorpos de pessoas infectadas com Covid-19 no início da pandemia. E foi quase completamente resistente a alguns tratamentos com anticorpos monoclonais.
Apesar disso, anticorpos de pessoas infectadas com a Ômicron demonstraram proteção contra a BA-2, especialmente de indivíduos vacinados. Com isso, ainda que a subvariante pareça mais contagiosa, pode acabar não causando uma onda mais devastadora de infecções por Covid-19.