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Por medo, família de Moïse desiste de concessão dos quiosques na Barra

Família teria concessão até 2030; Dono de um dos quiosques se recusou a sair

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 11 de fevereiro de 2022 - 17:41
Espaço será transformado em um memorial para Moïse Kabagambe
Espaço será transformado em um memorial para Moïse Kabagambe -

A família do congolês Moïse Kabagambe, morto a pauladas na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, decidiu recusar a oferta para gerir os quiosques Biruta e Tropicália. O procurador da comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, Rodrigo Mondego, confirmou que a família vai desistir da concessão. As informações são do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

Segundo o advogado da família de Moïse, eles desistiram de assumir os quiosques por medo. O advogado e a família pretende marca uma reunião com a prefeitura e a Orla Rio na próxima segunda-feira (15). De acordo com Mondego, a família procura outras alternativas de locais para a homenagem a Moïse ou assumir quiosques em outros locais.

“Eles querem marcar com a prefeitura para conversar. Eles aceitam outro quiosque, podem aceitar outra alternativa. Mas não aceitam ficar ali porque não vão se sentir seguros nunca. Porque já disseram que não vão sair de lá”, disse ele.

A Orla Rio é a concessionária detentora dos direitos da concessão pública dos dois quiosques. O prefeito Eduardo Paes tinha explicado que a concessão dos dois quiosques ficaria com a família congolesa até fevereiro de 2030. 

Os quiosques serão transformados em memorial e ponto de transmissão da cultura de países do continente africano. Segundo o secretário municipal de Fazenda Pedro Paulo Carvalho, a transformação do quiosque é uma forma de reparação à família. Além disso, as oportunidades de emprego ligadas aos dois quiosques deverão ser oferecidas a refugiados africanos residentes no Rio.

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