Monark pode ser preso por apologia ao nazismo, afirma MP
Ex-apresentador é investigado pelo MP-SP, MPF e pela Polícia Civil de SP

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) informou que o influencer Bruno Aib, mais conhecido como Monark, e os responsáveis pelo Flow Podcast, canal de entrevistas na internet, podem pagar indenização e até ser presos caso sejam condenados pela Justiça por apologia ao nazismo e discriminação contra judeus. Na última segunda-feira (7), Monark defendeu o direito à criação de um partido nazista no Brasil.
O Ministério Público de São Paulo está apurando o caso envolvendo o influencer nas esferas cível e criminal. Na esfera cível, a Promotoria de Direitos Humanos investiga se Monark e o Flow Podcast usaram a internet para divulgar a defesa do nazismo e discriminação por procedência nacional. O MP pedirá à Justiça que os investigados paguem uma indenização, ainda a ser estipulada, por terem ofendido toda a comunidade judaica. Nesse caso, não caberia prisão.
Há entendimento entre os promotores de que existem indícios de que o influencer e o programa cometeram dano social e dano moral coletivo contra o povo judeu. Caso sejam condenados, Monark e os produtores do Flow Podcast deverão pagar quantias em dinheiro para um fundo que trataria sobre como combater discursos de ódio.
Na esfera criminal, a Promotoria Criminal e a Polícia Civil apuram se Monark e o Flow Podcast usaram a web para defender o nazismo e discriminar judeus. Em caso de eventual condenação na Justiça, eles podem receber pena de até 5 anos de prisão ou pagar multa. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a investigação criminal será feita pelo 78º Distrito Policial (DP), nos Jardins.
Durante o programa, na última segunda-feira (7), Monark defendeu que deveria existir um "partido nazista reconhecido pela lei" e que "se um cara quisesse ser antijudeu, eu acho que ele tinha o direito de ser". As declarações foram dadas pelo influencer durante conversa com os deputados federais Kim Kataguiri (DEM-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP):
Além do Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo, Monark será investigado por apologia ao nazismo pelo Ministério Público Federal (MPF) por determinação do procurador-geral Augusto Aras.
O órgão também avalia se o mesmo crime foi cometido pelo deputado federal Kim Kataguiri ao responder a uma pergunta feita por Tabata. A deputada questionou se achava errado a Alemanha ter criminalizado o nazismo e o parlamentar respondeu: "acho!"