PM apontado como dono do Tropicália quiosque Moïse trabalhava ocupa o local de maneira irregular
Estabelecimento está sendo investigado por irregularidade trabalhistas desde julho de 2021

O policial militar, Alauir Mattos de Faria que é apontado como dono do quiosque Biruta, que fica localizado perto do Tropicália, local onde Moïse Kabagambe foi assassinado de maneira brutal. Segundo investigações, o estabelecimento é ocupado de forma irregular.
Segundo a Orla Rio, que é detentora dos direitos de concessão pública de certos quiosques da Praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, o operador que é responsável pelo local é Celso Carnaval, que possui um processo judicial, para reintegração de posse do quiosque.
Outras irregularidades foram constadas no quiosque Biruta, entre elas estão a falta de comprovação da regularização dos funcionários. Como vem apontando a investigação, Moïse trabalhava de maneira informal no local e de acordo com a família do refugiado, as agressões se deram por ele cobras as diárias de trabalho que não foram pagas. O quiosque também é processado por falta de observância das normas sanitárias e inadimplência, estes processos vêm ocorrendo desde julho de 2021.
A concessionária chegou a explicar que o contrato de toda operação foi feito com Celso Carnaval, que sem a permissão da concessionária passou a operação para Alauir. A Orla Rio ainda informou que já notificou o ex-operador algumas vezes devido a estas irregularidades que vem sendo cometidas, porém como ele não resolveu, o contrato foi rescindido e uma ação judicial foi aberta.
A concessionária suspendeu o funcionamento dos dois quiosques que estão envolvidos nas investigações, o Tropicália e o Biruta. A Prefeitura do Rio, junto das secretarias de Fazenda e Planejamento (SMFP) e de Ordem Pública (SEOP), também suspendeu as licenças do alvará de funcionamento, até que tudo seja apurado.