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Intergaláticos da vida real

Fãs de ‘Stars Wars’ se vestem como personagens para ‘viver’ as aventuras do filme

relogio min de leitura | Redação 20 de dezembro de 2015 - 22:13

Apaixonados pela saga se reuniram, vestidos a caráter, em evento no Plaza, na última quinta

Foto: Filipe Aguiar

Por Cyntia Fonseca

Só quem é fã de verdade sabe o quão importante é homenagear o ídolo, seja ele um artista, escritor ou mesmo um personagem fictício. Dez anos após o lançamento do último episódio da série americana Star Wars nos cinemas, fãs da saga veem novamente uma oportunidade de reviver as aventuras desse imaginário mundo intergalático, com o longa “Star Wars: o despertar da força”.

Prova disso é o recente movimento de cosplayers em São Gonçalo e Niterói. Arte já consolidada em outros países, como Japão e Estados Unidos - e já conhecida em grandes cidades do Brasil, como São Paulo e Rio de Janeiro - o Cosplay, abreviatura de “costume player” começa a ganhar espaço na Região Metropolitana.

Segundo o publicitário Raphael Coutinho, de 28 anos, um dos organizadores do “1º encontro da Base Avançada de Niterói”, cosplayer é o fã que gosta de se vestir, se caracterizando segundo uma determinada cultura pop.

“Por exemplo, com o filme Star Wars, fazem muita fantasia de Jedi (guardiões do lado “iluminado” da força). Procuram fantasias, com tecidos próprios, alguns deles até costuram à mão ou compram em lojas especializadas”, explica Raphael, acrescentando que o personagem Darth Vader é um dos mais utilizados.

O primeiro encontro, que aconteceu na noite da última quarta-feira, no Plaza Shopping, em Niterói, foi um grande passo para o reconhecimento dessa cultura, segundo os organizadores.

“A Base Avançada de Niterói é uma variante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, um grupo estadual oficial de Cosplayers da saga. Aproveitando o ‘boom’ do filme (Star Wars: o despertar da força), estamos com vários projetos para 2016, para poder trazer cada vez mais fãs desse tipo de programação para esse lado da ponte”, conta o publicitário.

O evento, promovido pelo Cinemark em parceria com o Plaza Shopping e a Base Avançada de Niterói reuniu cerca de 150 pessoas - de crianças a idosos - e realizou um concurso de fantasia mais criativa, além de sorteios de brindes da série.

Paixão que não se explica

Érica ou Princesa Léia? A professora Érica Sodré, 41, veio de Magé, na Baixada Fluminense, somente para participar do evento em Niterói. Caracterizada como “Princesa Léia”, ela conta que a paixão surgiu aos 10 anos, quando assistiu pela primeira vez na TV um filme da série Star Wars. Além de ser um entretenimento, Érica acredita que os filmes transmitem mensagens que servem para o “mundo real”.

“O filme faz refletir muito sobre política, por exemplo. A história mostra um exemplo de república que não deve ser seguida. Mostra também como as pessoas podem ir para o ‘lado negro’ se não souberem administrar bem as emoções”, explica a professora, que faz questão de repassar a paixão aos sobrinhos.

Outra figura marcante que esteve presente no evento foi o “Reverendo vader”, cosplay de Felipe Itaboraí, 26. Mistura inusitada de Darth Vader com pastor evangélico, Felipe se apresenta como um “nerd” nato, fã da saga desde que tinha apenas 12 anos.

“Virei fã sozinho, ninguém da minha família é ‘nerd’. Me identifico com o Darth Vader porque ele sempre foi humano. Por mais que a vaidade tenha levado ele para o ‘lado negro’, ele encontrou redenção. A mensagem principal que eu consigo aprender com o filme é esperança”, resume Felipe, que pretende dar os nomes Leia e Luke aos filhos.

Segundo ele, o fato de ser pastor evangélico não entra nenhum pouco em conflito com o lado fã.

“Eu quebro muitos paradigmas por onde passo. Então, em vez de atrapalhar, isso até ajuda. Não é porque sou um pastor, que preciso ser ‘quadrado’ ou tão ortodoxo”, completa.

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