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Campanha contra LGBTfobia do SBT teria sido ordenada pela Justiça

A emissora de Silvio Santos negou a informação

relogio min de leitura | Redação 12 de janeiro de 2022 - 17:26
Ação teria sido movida após comentários preconceituosos de Patrícia Abravanel
Ação teria sido movida após comentários preconceituosos de Patrícia Abravanel -

A campanha promovida pelo SBT contra a LGBTFobia teria sido resultado de uma decisão da Justiça, segundo divulgou a ativista Marina Gonzarolli, fundadora do movimento #MeeTooBrasil. A iniciativa seria uma determinação judicial contra a apresentadora Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos, após falas preconceituosas dela no programa "Vem Pra Cá". A emissora nega.

No ano passado, em um dos programas, Patrícia teria se referido à comunidade “LGDBTYH”, e ainda afirmou: “Assim como querem o respeito, acredito que eles têm que ser mais compreensivos com aqueles que hoje ainda não entendem direito, ou estão se abrindo para isso”.

Em seu perfil no LinkedIn, Marina comemorou o resultado da determinação judicial: “Que orgulho fazer parte desta iniciativa! Parabéns a nossa Presidenta Dra. Luanda Pires pela atuação da Associação Brasileira de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Intersexos (ABMLBTI) nesta ação!”, escreveu.

“Com base na Lei 10.948/01, em processo movido contra Patrícia Abravanel e SBT por LGBTIfobia, em razão de falas da apresentadora durante o programa “Vem pra cá”, transmitido em 01/06/21, o SBT – com a obrigatória participação da Patrícia – ficou obrigado a reproduzir em sua programação, durante todo o mês de janeiro de 2022, campanha publicitária educativa contra a LGBTIfobia (com a Participação da Patrícia Abravanel, Eliana, Celso Portiolli, Chris Flores, dentre outros); reportagem jornalística no dia da visibilidade trans (29/01); além da realização de workshop sobre cultura inclusiva para todo o casting e Live interna”, finalizou a ativista.

A campanha do SBT começou no início de 2022 e foi apresentada com destaque na grade da emissora. O vídeo conta com a participação da apresentadora Patrícia Abravanel, juntamente com Chris Flores, Luiz Alano, Celso Portiolli, Eliana e outros funcionários trazendo informações com o intuito de conscientizar os telespectadores.

SBT nega

Em resposta à publicação da ativista, o canal de Silvio Santos negou que a campanha tenha sido desenvolvida após decisão judicial. Segundo o UOL, a emissora afirmou que não “existe condenação contra o SBT e nem à sua artista” e que pediria “retificação das publicações”.

"É bom que fique claro que o SBT lançou essa campanha na TV e em todas as plataformas digitais com o intuito de conscientizar e transformar as pessoas. A emissora sempre teve o seu Comitê de Diversidade e Inclusão para tratar dessa e de outras temáticas ao longo dos anos", diz um trecho da nota.

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