Estudos indicam que Ômicron é menos agressiva para o pulmão

Pesquisas mostram que a variante afeta mais a garganta

Escrito por Redação 02/01/2022 14:11, atualizado em 02/01/2022 14:11
Virologistas ainda alertam sobre o perigo que a variante oferece.
Virologistas ainda alertam sobre o perigo que a variante oferece. . Foto: Divulgação

Segundo seis novos estudos que foram publicados ao longo desta última semana, a variante Ômicron é menos agressiva para o pulmão do que a Delta e outras variações do Covid-19. O virologista e professor Deenan Pillay, da Universidade de Londres, explica que a mutação que deu origem à variante, fez uma alteração na habilidade do vírus de infectar certas células específicas do corpo. O professor afirmou para o jornal britânico The Guardian, que “ao que tudo indica, ela é mais infecciosa na parte superior do sistema respiratório, especialmente na garganta. Assim, o vírus se multiplica mais rapidamente ali do que nas células do pulmão”.

Ele reforçou também que os estudos são todos preliminares, porém condizem com outros efeitos pelo mundo.

A ômicron se proliferar mais na garganta, faz com que ela seja mais transmissível. Um outro estudo, este pela Universidade de Liverpool, afirma que a variante mostrou quadros mais leves da doença nos ratos. “O modo como o animal reagiu à doença foi menos agressivo do que com a Delta e também com o coronavírus que deu início à pandemia em Wuhan. Os animais se recuperaram mais rapidamente da ômicron”, disse o professor James Stewart, que faz parte do grupo de pesquisa de virologia da instituição.

Ele ainda reforça dizendo que as noticias são esperançosas, porém não significa que a variante seja menos perigosa, ainda existem registros de morte por conta dela, abrindo a discussão que ela ser menor letal, não significa que as pessoas devam parar de usar as máscaras e começar a sair pra festas.

Na Bélgica, um estudo também com ratos, mostrou resultados similares, os pesquisadores alertaram que a variante pode ser bem mais eficaz em seres humanos do que em roedores. Em Glasgow, os pesquisadores concluíram algo parecido, porém alertaram que a ômicron está ficando mais eficaz na contaminação do corpo. Desta forma, as pessoas com dose de reforço já apresentam uma resposta melhor do que aquelas que só tomara a segunda dose.

Outros estudos, como o de Hong Kong, mostra que a variante pode contaminar pessoas que só tomaram duas doses, porém não chega ao pulmão. 

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