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Em mensagem de Ano Novo, Papa pede paz e respeito às mulheres

Francisco fez tradicional discurso no Palácio Apostólico neste sábado (1º)

relogio min de leitura | Redação 01 de janeiro de 2022 - 17:40
Papa celebrou missa por ocasião do 55º Dia Mundial da Paz
Papa celebrou missa por ocasião do 55º Dia Mundial da Paz -

Em seu discurso de Ano Novo, neste sábado (1º), o Papa Francisco pediu para o mundo "arregaçar as mangas" em busca da paz. O pontífice pediu positividade aos fiéis e que trabalhem para construção de um mundo mehor. Francisco ainda pediu o fim da violência doméstica contra mulheres.

O discurso do Papa foi feito por ocasião do 55º Dia Mundial da Paz. A data foi criada em 1967 pelo Papa Paulo VI, mas não é exclusivamente uma celebração da Igreja Católica. O objetivo é levar o mundo a uma reflexão sobre a busca pela paz mundial.

"Vamos voltar para casa pensando em paz, paz, paz. Precisamos de paz", disse o papa após a oração do Angelus. Francisco lembrou aos fiéis que a paz exige "gestos concretos", como perdoar os outros e promover a justiça.

"E também precisa de um olhar positivo: que olhemos sempre, na Igreja como na sociedade, não o mal que nos divide, mas o bem que pode nos unir!", disse da janela do Palácio Apostólico para a multidão que se encontrava na Praça de São Pedro.

"Não adianta se abater e reclamar, mas arregaçar as mangas para construir a paz", declarou.

Durante a missa em homenagem à Virgem Maria na Basílica de São Pedro, horas antes de proferir seu discurso, Francisco fez uma homilia na qual chamou a violência contra as mulheres de um insulto a Deus.

"A Igreja é mãe, a Igreja é mulher", estimou. "Enquanto as mães dão vida e as mulheres salvam o mundo, devemos todos trabalhar para promover as mães e proteger as mulheres", declarou. "Quanta violência existe contra a mulher! Chega! Machucar uma mulher é ultrajar a Deus, que tirou a humanidade de uma mulher", assegurou o Papa.

No dia 21 de dezembro, o Vaticano divulgou uma mensagem por ocasião do Dia Mundial da Paz, na qual o pontífice recomenda "três caminhos para construir uma paz duradoura", o diálogo entre as gerações, a educação e o trabalho, "essenciais para a elaboração de um pacto social, sem o qual qualquer projeto de paz é inconsistente".

O texto apontava que o orçamento destinado à educação foi reduzido "sensivelmente" nestes últimos anos no mundo ao contrário dos gastos militares que ultrapassaram "o nível do fim da guerra fria". O tema foi retomado no discurso deste sábado. 

"São muitos os que têm medo do futuro e estão sobrecarregados com as situações sociais, os problemas pessoais, os perigos da crise ecológica, as injustiças e os desequilíbrios da economia planetária", afirmou. "Ao olhar para Maria com seu filho nos braços, penso em jovens mães e seus filhos que estão fugindo das guerras e da fome ou que estão esperando em campos de refugiados", disse Francisco.

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