Sem feriadões, comércio terá, em 2022, menor prejuízo em 7 anos
Próximo ano terá menos feriados em dias úteis

O ano de 2022 vai começar com expectativas boas para os comerciantes! Segundo uma projeção feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o setor deve ter 22% menos prejuízos no próximo ano em comparação a 2021. A queda é um reflexo do calendário de 2022, que terá menos feriados em dias úteis.
Em 2021, o prejuízo estimado do setor de comércio varejista foi de R$ 22,11 bilhões, o segundo maior desde 2007, segundo a CNC. Cada feriado em dia útil gera perdas de R$ 2,46 bilhões ao varejo. Fábio Bentes, economista da CNC e responsável pela pesquisa, afirmou que embora essas datas prejudiquem as vendas casuais, o maior impacto é o causado sobre a folha de pagamento.
“Segmentos altamente empregadores como hiper e supermercados, por exemplo, devem ter prejuízos de R$ 3,3 bilhões. O setor de vestuário, calçados e acessórios também sofrerá, com perdas que podem chegar a R$ 2,83 bilhões. O comércio automotivo, que não é tão empregador como os outros setores, mas tem um salário médio maior, deverá ter prejuízo de R$ 2,63 bilhões”, explicou.
Os três setores apontado pelo economista vão corresponder a mais da metade (51%) das perdas previstas para 2022 e concentram 55% da folha de pagamento do comércio varejista do Brasil. A CNC estima que para todas as atividades econômicas, cada feriado nacional provoque um impacto de R$ 10,12 bilhões na geração do Produto Interno Bruto – o equivalente a 0,12% do PIB anualizado.
Após a reforma trabalhista, o trabalho em dias não úteis não implica mais na obrigatoriedade do pagamento em dobro da hora trabalhada. Assim, o trabalhador pode optar por fazer a compensação em bancos de horas.
“No caso do comércio, se não há compensação, há que se pagar a hora em dobro e isso, naturalmente, aumenta os custos do setor e reduz as margens de lucro e a rentabilidade do comércio. Mas com sete feriados nacionais de 2022 caindo em dias úteis (dois a menos do que em 2021), o prejuízo será menor justamente por esse efeito do calendário, com menos horas extras sendo pagas, já que haverá mais dias úteis para o comércio”, apontou Bentes.
Ainda segundo a CNC, o único setor que não sofre com impactos negativos de feriados em dias úteis é o de turismo, já que, diferente de outros setores, há um aumento na venda de pacotes de viagens, na taxa de ocupação de hotéis e no fluxo de visitantes.
Atualmente são nove feriados nacionais: Dia da Confraternização Universal (1º de janeiro), Paixão de Cristo (Sexta-Feira Santa), Tiradentes (21 de abril), Dia do Trabalhador (1º de maio), Independência do Brasil (7 de setembro), Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro), Dia de Finados (2 de novembro), Proclamação da República (15 de novembro), e Natal (25 de dezembro). Carnaval e Corpus Christi são considerados pontos facultativos.