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Conass se opõe a exigência de receita para vacinação

Comunicado do órgão rebate falas do ministro da saúde e critica governo federal

relogio min de leitura | Redação 24 de dezembro de 2021 - 17:31
1.449 crianças entre 0 e 11 anos perderam suas vidas para a COVID no Brasil
1.449 crianças entre 0 e 11 anos perderam suas vidas para a COVID no Brasil -

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou um comunicado de Natal rejeitando a obrigatoriedade de receita médica para a vacinação de crianças contra a Covid-19, nesta sexta-feira (24).

A carta assinada por Carlos Lula, presidente do Conass, sustenta a segurança e eficácia da imunização contra o vírus.

“Eu sei que ninguém gosta de agulhas, mas vocês não precisam ter medo! Os cientistas do mundo inteiro apontam a segurança e eficácia da vacina para crianças! Ela inclusive já começou a ser aplicada em meninos e meninas de vários países do mundo”, elucidou o conselho.

Nesta segunda-feira (20), o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, voltou a desconsiderar a importância da vacinação de crianças brasileiras, afirmando que o índice de letalidade da doença na população desta faixa etária, “não implica decisões emergenciais”. O comunicado rebateu a declaração, arrazoando em tom de ironia que “há quem ache normal” pôr em risco a vida de crianças.

“Com o Zé Gotinha, já vencemos a poliomielite, o sarampo e mais de 20 doenças imunopreveníveis. Por isso, no lugar de dificultar, a gente procura facilitar a vacinação de todos os brasileirinhos.”, reiterou a carta.

De acordo com dados da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (CTAI), desde o início da pandemia, 1.449 crianças de 0 a 11 anos morreram de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

No Brasil, a imunização de crianças será liberada a partir do dia 10 de janeiro. Queiroga revelou em conversa com jornalistas nesta quinta-feira (23), que a apresentação de prescrição médica para a imunização seria obrigatória e que a campanha priorizaria crianças com comorbidade. O Conass contrariou a fala do ministro acerca da exigência de documento médico.

“Quando iniciarmos a vacinação das nossas crianças, avisem aos papais e às mamães: não será necessário nenhum documento médico recomendando que tomem a vacina”, finalizou a entidade.

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