Morre o repórter fotográfico Jorge Nicolella aos 88 anos
Jorge teve uma parada cardiorrespiratória

Amigos e familiares do repórter fotográfico Jorge Nicolella, de 88 anos, manifestaram suas últimas condolências a este que fez história no meio do jornalismo fotográfico. Jorge faleceu na última terça-feira (21), após sofrer uma parada cardiorrespiratória no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca. Ele atuou em jornais como Correio do Amanhã e Última Hora, tendo ensinado sua profissão a dois de seus filhos: Paulo e Luiz. Luiz Nicolella atuou no Jornal O São Gonçalo por anos.
Segundo uma nota de pesar do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, Jorge atuou em jornais por mais de 40 anos. "Trabalhou 44 anos dentro de jornal, iniciando como contínuo. Mas como sempre gostou da fotografia, trabalhava de dia na gravura e de madrugada no lugar de outro fotógrafo", afirmou a nota.
Rosi Nicolella, filha de Jorge, fez uma homenagem em suas redes sociais. "Uma homenagem a meu pai. Jorge Nicolella, que me ensinou a estar alegre mesmo quando as dificuldades surgem, a brincar, dançar, cantar, confraternizar, ouvir musicas de boemia, serestas, a comemorar aniversários e cantar parabéns e gostar de um churrasquinho e confraternização, a ser devota de São Jorge e aos anjos da guarda, e a perder a linha com ele e depois ficar nas boas e dizer: ela parece com o pai. Dizia que era "a preferida" (e dizia isso pra todos os filhos, e todos o eram pra ele preferidos), sempre se alegrava quando eu chegava e sempre pedia uma foto de 'selfie' para mostrar a todos que eu era " bonitona igual ao pai," que puxei pra ele kkk. Amava os irmãos, e os sobrinhos e se algum deles pedisse algo ou soubesse que tinham dificuldades, mesmo que ele não tivesse dava um jeito de arrumar pra ajudar.
Me ensinou a jogar carta, dominó, jogar bola, a fazer cerol de linha, a soltar pipa (e ai daquele que se atrevesse a cortar minha linha de pipa), a ir em bailes de carnaval e gostar de carnaval, de samba e pagode, de risos soltos e de fazer amigos. Nunca gostou de ternos e gravatas e nem a festas sociais que tivesse que ficar 'empacotatinho' e de sapato social. Gostava de clubes, piscina, andar de bicicleta.
Foi um super profissional da área jornalística e ensinou e formou muitos fotógrafos profissionais que hoje atuam em grandes jornais.
Sou muito grata por Deus ter o colocado como meu pai.
Sentirei muitas saudades.
Que Deus o receba na morada do céu e brilhe a ele a luz eterna.
Descanse meu pai. Te amo e te amarei pra sempre! Saudades eternas!" (sic), escreveu ela em suas redes sociais.
Uma das sobrinhas de Jorge também deu adeus a seu tio. "Meu tio Jorge hj nos deixou....88 anos de pura alegria e vontade de viver. Dizer adeus é muito ruim....vou dizer até logo, tio. Amo vc. (sic)", escreveu ela no Facebook.
Nas redes sociais, amigos também se despediram de Jorge. "Ele é uma estrela brilhando na vida eterna assim como brilhou em vida (sic)", escreveu uma amiga da família.
O velório e o sepultamento de Jorge ocorreram na última quarta-feira (22), no Cemitério Ordem Terceira do Carmo, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro. Ele deixa seis filhos e quatro netos.