Orçamento para 2022 eleva salário mínimo e teto do INSS
Contudo, o aumento do ordenado ainda é inferior ao aumento nos preços

A aprovação do Orçamento para 2022 com base na alta no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), recairá sobre o reajuste do salário mínimo e do ordenado de aposentados e pensionistas, elevando o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a partir de janeiro.
Com a elevação de 10,4% no INPC, o salário mínimo subirá dos atuais R$1.100 para R$1.210, em 2022. O valor excede a expectativa inicial de R$1.147, apresentada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O mesmo se dá com o teto do INSS, que salta de R$ 6.433,57 para R$ R$ 7.079,50, excedendo a quantia de R$6.832,45, estipulada pela proposta orçamentária original.
Contudo, os reajustes no salário mínimo e benefícios do INSS, não se traduzem em ganhos reais para o consumidor. Isto porque o valor para o próximo ano ainda é inferior à previsão de aumento nos preços, acarretando a redução no poder de compra do consumidor.
Em contrapartida, tal fato representa uma diminuição nas despesas governamentais, já que, cada real de aumento no salário mínimo implica o acréscimo de R$ 350 milhões aos gastos públicos. Caso o orçamento seja sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, a quantia poupada deve ser realocada à outros gastos, como os mais de R$ 2 bilhões para reajuste de salários de servidores do Poder Executivo (presidentes, governadores e prefeitos) ou os R$4,9 bilhões destinados ao financiamento de campanhas eleitorais em 2022.