Polícia aponta que ‘Faraó dos Bitcoins’ mandou matar concorrente
Glaidson Acácio foi denunciado pelo Ministério Público

A Polícia Civil apontou que Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como 'Faraó dos Bitcoins', é o mentor do assassinato do investidor Wesley Pessano, morto em julho deste ano, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. Neste sábado (18), a 125ª DP (São Pedro da Aldeia), responsável pela investigação, realizou a Operação Sarcófago, com objetivo de apurar informações sobre o assassinato do investidor de cripto moedas.
De acordo com a Polícia Civil, a base da investigação são conversas encontradas no celular de Glaidson pela Polícia Federal e enviadas à Justiça Federal e à 125ª DP. Em uma das conversas, Glaidson cita o nome de Wesley e afirma que sua participação no mercado de moeda digital estava atrapalhando seus negócios.
Preso em agosto deste ano pela Polícia Federal, Glaidson é acusado de crime contra o sistema financeiro pela prática conhecida como "esquema de pirâmide". Além dele, outras 16 pessoas são acusadas, incluindo sua esposa, a venezuelana Mirelis Zerpa, que está foragida. A Justiça bloqueou um total de R$38 bilhões da GAS Consultoria, empresa criada por Glaidson.
Os investigadores apontaram que o dono da GAS Consultoria não aceitava que os concorrentes oferecessem contratos com rentabilidade superior a 10%, o que prejudicaria a situação de seus negócios. No entanto, Pessano chegava a oferecer 40% a seus clientes. Ainda segundo a investigação, o mandate teria pago R$40 mil pelo crime.
Na última quarta-feira (15), Glaidson e mais cinco pessoas foram denunciadas pela tentativa de homicídio de Nilson Alves da Silva, o Nilsinho, que também atuava no ramo de cripto moedas. Os promotes afirmam que o empresário mandou matar o rivaal, que sobreviu ao atentado, no dia 20 de março. Nilson, assim como Wesley Pessano, atuava no mercado de moedas digitais em Cabo Frio, principal mercado da GAS Consultoria.
As investigações apontam ainda que Fábio Natan do Nascimento e Chingler Lopes, ambos presos, teriam participado das mortes de Pessano e Nilsinho.