PF faz operação na casa de Cunha no Rio e Brasília, mas ele nega renúncia

Policiais federais apreenderam documentos durante a operação
Foto: DivulgaçãoA Polícia Federal fez operação de busca e apreensão na residência oficial do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília, e em sua casa particular, na Barra da Tijuca, no Rio.
Também foram feitas buscas em endereços dos ministros Henrique Eduardo Alves, do Turismo; e Celso Pansera, de Ciência, Tecnologia e Inovação, ambos do PMDB.
No total, a Polícia Federal cumpriu 53 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal (9), em São Paulo (15), no Rio de Janeiro (14), Pará (6), em Pernambuco (4), Alagoas (2), no Ceará (2) e no Rio Grande do Norte (1) como parte da Operação Catilinárias, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki.
Além de Cunha, também foram alvos da operação o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE), o senador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA) e o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), em Petrolina (PE).
Também foram alvos de mandados, a chefe de gabinete de Cunha, Denise Santos, e o ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Fábio Ferreira Cleto.
Governo - Em nota, o Governo Federal disse esperar que “todos os fatos investigados na nova fase da Operação Lava Jato envolvendo ministros de Estado e outras autoridades sejam esclarecidos o mais breve possível, e que a verdade se estabeleça”.
Renúncia - Eduardo Cunha disse que “não há a menor hipótese” dele renunciar à presidência da Câmara. “Fui escolhido para ser investigado. Eu sou um desafeto do governo”, afirmou. Ele deu a entender que a Polícia Federal agiu a mando do governo. Sobre o avanço da ação que pede sua cassação no Conselho de Ética, Cunha disse que vai recorrer contra a decisão, argumentando que a sessão desobedeceu o regimento.