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Jovem com doença rara faz campanha para comprar medicamentos para tratamento

Gonçalense precisa de medicamentos para conseguir fazer cirurgia

relogio min de leitura | Claudionei Abreu 30 de novembro de 2021 - 16:53
Juliana é moradora do Jardim Catarina, em São Gonçalo
Juliana é moradora do Jardim Catarina, em São Gonçalo -

A jovem Juliana Paola de Souza, de 23 anos, iniciou uma nova campanha para arrecadar fundos para compra de medicamentos para seu tratamento médico. Moradora do Jardim Catarina, em São Gonçalo, ela foi diagnosticada com a Doença de Chron, que é rara, no início de 2021, após uma série de exames. Ao todo, Juliana precisa fazer uso de 13 tipos diferentes de medicamentos para poder dar prosseguimento à cirurgia para amenizar suas dores.

Ainda pouco conhecida, a Doença de Crohn é um tipo raro de doença e responsável por mais de 50% dos casos das Doenças Intestinais Inflamatórias, segundo uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD). O processo inflamatório crônico do aparelho digestivo é a principal característica dessa doença, que tem sua origem ainda incerta.  Ainda segundo a ABCD, os homens e as mulheres parecem ser afetados em igual proporção. Apesar de a Doença de Crohn e a RCUI acometerem indivíduos de todas as idades, elas predominam em jovens, sendo quase todos os casos diagnosticados antes da idade dos 30 anos.

"Além da Doença de Chron, acabei contraindo outras doenças em decorrência dela. Desde o começo do ano, meu quadro avançou e agora preciso fazer algumas cirurgias, como retirada da visícula e também remover uma parte do instestino. Mas, para fazer essas cirurgias, preciso fazer o uso dos medicamentos porque não tem como operar por conta de os exames pré-operatórios estarem muito alterados", conta a jovem.

A Doença de Crohn afeta predominantemente a parte inferior do intestino delgado (íleo) e intestino grosso (cólon), mas pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal. A doença habitualmente causa diarréia, cólica abdominal, às vezes febre, ou até mesmo sangramento retal. Também pode ocorrer perda de apetite, e de peso subsequente e os sintomas podem variar de leve à grave.

Segundo Juliana, ela começou a Vakinha por não ter conseguido realizar o tratamento nem pelo SUS nem por um plano de saúde privado.

"A gente teve que entrar com um ação contra o Estado para conseguir os medicamentos. Isso aconteceu depois de termos a resposta de que eram muitos medicamentos e eles não forneciam todos, além de serem muitas doenças. Conseguimos também a ajuda de advogado para a ação em relação ao plano de saúde, que também se recusou a oferecer. Mas todo esse processo até conseguirmos leva muito tempo", conta. "Eu preciso fazer o tratamento para ter uma melhora no quadro e poder fazer a cirurgia. O que os médicos me falam é que depois dessa cirurgia terei uma qualidade de vida melhor. Hoje, por conta da doença, não consigo sair de casa normalmente e nem estudar e trabalhar", lamenta Juliana.

Os interessados em colaborar com Juliana podem doar os medicamentos ou o dinheiro para a compra dos mesmos. Para doar em dinheiro, basta fazer uma transferência para a chave Pix julianapaolahope@gmail.com. Quem quiser doar os medicamentos pode entrar em contato com Juliana, através do telefone 21 97339-6759. Ela irá até a residência da pessoa buscar a doação. A lista com os medicamentos necessários para o tratamento da jovem está disponível no Instagram.

*Sob supervisão de Cyntia Fonseca

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