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Família faz vaquinha para tratamento de itaboraiense com quadro de leucemia crônica

Rapaz precisa de medicamento enquanto aguarda na fila de doações de medula

relogio min de leitura | Claudionei Abreu 22 de novembro de 2021 - 15:17
Weltima descobriu diagnóstico de leucemia há dois anos
Weltima descobriu diagnóstico de leucemia há dois anos -

Uma vaquinha está arrecadando doações para compra de medicamentos para tratamento do itaboraiense Weltima Braga, de 33 anos, diagnosticado com um quadro de Leucemia Mieloide Crônica (LMC). O remédio, que não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), custa em torno de R$13 mil. 

A campanha foi iniciada pela irmã de consideração de Weltima, a fisioterapeuta Deborah Brandão. Ela explica que o rapaz descobriu a doença há dois anos e segue fazendo tratamento desde então. No entanto, ele teve uma piora em seu quadro, apresentando hemorragia e diminuição das plaquetas. Weltima precisou ser internado e ficou em observação no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), em Niterói. 

Deborah afirmou que entrou com processo na Justiça para conseguir a medicação necessária para controlar o nível de plaquetas de Weltima até que um doador de medulas seja encontrado. O rapaz precisará passar por uma cirurgia de transplante de células-tronco.

"Estamos em oração e pedindo ajuda financeira para arrecadar o dinheiro e conseguir continuar o tratamento. Infelizmente, o SUS não oferta essa medicação, então os pacientes que têm esse quadro e necessitam dessa medicação são obrigados a recorrer à Justiça para o governo liberar a verba para o tratamento. Além disso, ainda temos que enfrentar a fila de doadores. É muito complicado", diz.

O remédio necessário para diminuir os problemas enfrentados por Weltima é cloridrato de ponatinibe, que, segundo Deborah, custa cerca de R$13 mil. A fisioterapeuta disse que a primeira medicação foi oferecida pelo Huap, mas a duração é de apenas 1 mês e 15 dias. Ela conta que também conseguiu que o governo liberasse a quantia após o processo judicial, mas parte do valor, cerca de R$10 mil, acabaram sendo retidos pelo banco, o que trouxe problemas à família.

"Entramos com um processo judicial para o governo liberar a verba. O valor foi liberado, mas R$10 mil foram retidos pelo banco. A vaquinha é justamente para repor o dinheiro que o banco ficou e comprar a medicação dele. 

A partir disso, Deborah começou a campanha para comprar a medicação para manter o estado de saúde positivo do rapaz até que um doador seja localizado. Os interessados em doar podem fazer um Pix de qualquer valor para a chave weltima@gmail.com (Weltima Braga).

*Sob supervisão de Cyntia Fonseca

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