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Estoques do Hospital Antônio Pedro ‘estão críticos’ e médica pede doação de sangue para seguir com os tratamentos

Veja as informações de como ajudar

relogio min de leitura | Matheus Mattos 05 de novembro de 2021 - 14:55
Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap)
Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) -

Os estoques de sangue do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) ‘estão críticos’. Diante disso, a unidade hospitalar pede por doações de sangue, de todos os tipos, para seguir com o tratamento dos pacientes. Para ajudar, basta ser uma pessoa com boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos e estar alimentado antes do procedimento.

A médica Berta Santos, de 38 anos, falou um pouco sobre como o cenário está complicado no hospital.

“Infelizmente, de modo geral no Brasil, nossas doações são abaixo do necessário para manter estoques satisfatórios. Com a pandemia, a necessidade de distanciamento social e a dificuldade de circulação de pessoas agravaram ainda mais esta situação. Constantemente nossos estoques estão críticos. Nosso hospital trata pacientes de alta complexidade, como pacientes com câncer, doenças mais raras e cirurgias de grande porte, além da própria Covid. Há grande necessidade de sangue para ajudar no tratamento de todos esses pacientes e para que possamos ajudar as cirurgias a ocorrerem com segurança. Com os estoques baixos, não conseguimos atender a todos, às vezes precisando adiar cirurgias, por exemplo.”, lamentou.

Berta ainda reforça que todas as doações são bem-vindas e que a situação está crítica para todos os tipos de sangue.

“Todos os tipos de sangue estão em falta no momento. Sempre temos mais dificuldade dos tipos “negativos” que são mais raros na população, mas como tem havido pouca doação de modo geral, nossos estoques estão críticos de todos no momento.”, pontuou.

A médica também reiterou a importância da doação de sangue e como isso pode salvar vidas.

“A doação de sangue é um imenso ato de amor e generosidade. É a dedicação de seu tempo, e literalmente de parte de você, para outras pessoas que estão passando por um momento delicado. Muitas vezes as pessoas só sabem da necessidade do uso do sangue quando algum familiar ou amigo seu acaba ficando internado e precisando. O ideal é que nós pudéssemos regularmente fazer esse tipo de gesto de solidariedade sem ser por uma obrigação. Sangue é parte vital para a sobrevivência de todos nós. Você que está saudável e pode, doe um pouquinho do seu tempo e do seu amor a quem está precisando. Faça o bem!”, falou.

Como doar?

Como citado anteriormente, para ajudar, basta ser uma pessoa com boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos e estar alimentado antes do procedimento. Vale lembrar que quem tem menos de 18 anos precisa de autorização do responsável e os com mais de 60 devem ter realizado a primeira doação antes dessa idade. O Hemonit recebe as pessoas de segunda a sexta-feira, de 8h às 12h30.

“A pessoa passará por um cadastro (é necessário apresentar um documento original com foto) e preencherá um questionário para ser entrevistado. Essa entrevista visa a segurança do próprio doador e de quem vai receber o sangue. Também nessa avaliação a pressão e a temperatura serão verificadas, o peso aferido – é necessário no mínimo 50 kg para a doação - e será verificado o valor da hemoglobina para certificar que o (a) candidato (a) não tenha anemia. Sendo aprovada, a pessoa segue a doação. Neste sangue doado serão feitos testes sorológicos e, estando tudo certo, o sangue segue para ser utilizado em quem precisa.”, explicou a médica.

Para quem tiver mais dúvidas, basta entrar em contato com o Hemonit pelo telefone: (21) 2629-9063. Outra opção é pelas redes sociais, no Facebook ou no Instagram.

*Sob supervisão de Cyntia Fonseca

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