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Seguranças de Bolsonaro agridem jornalistas durante passeio do presidente pelas ruas de Roma

A confusão começou quando o chefe do executivo deixou a Embaixada brasileira

relogio min de leitura | Redação 01 de novembro de 2021 - 12:07
Presidente da República Jair Bolsonaro
Presidente da República Jair Bolsonaro -

Jornalistas brasileiros cobrindo a Reunião da Cúpula do G20, em Roma, foram hostilizados pelo Presidente da República Jair Bolsonaro e agredidos por seus seguranças durante uma tentativa de passeio do mandatário pelas ruas da Cidade Eterna.

A confusão começou quando o chefe do executivo deixou a Embaixada brasileira para falar com apoiadores na parte de trás do local. Na ocasião, uma repórter da Folha de São Paulo foi empurrada. Após o encontro com seguidores, Bolsonaro começou a caminhar pelas ruas de Roma acompanhado de sua segurança pessoal, da polícia italiana e de jornalistas brasileiros. Ao questionar o chefe do executivo sobre o motivo pelo qual este se recusou a participar de alguns eventos do G20, um repórter da GloboNews foi hostilizado pelo mesmo e agredido por sua equipe de segurança, com socos e empurrões.

“É a Globo? Você não tem vergonha na cara.”, rebateu o presidente enquanto o homem era golpeado no estômago.

Um jornalista do UOL, que flagrou as agressões em vídeo, teve seu celular confiscado por um dos agentes da comitiva presidencial, que tentava impedir que os presentes registrassem o passeio do mandatário pelas ruas do centro histórico da capital italiana.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) expressou seu repúdio ao ocorrido.

“Ao não condenar atos violentos de seus seguranças e apoiadores a jornalistas, que tão somente estão cumprindo seu dever de informar, o presidente da República incentiva mais ataques do gênero, em uma escalada perigosa e que pode se revelar fatal”., explicou a entidade.

A Associação Nacional de Jornais (ANJ), por sua vez, é reflexo da postura agressiva, autoritária e intolerante de Bolsonaro em relação a membros da classe jornalística.

“A violência contra os jornalistas, na tentativa de impedir seu trabalho, é consequência direta da postura do próprio presidente, que estimula com atos e palavras a intolerância diante da atividade jornalística”, declarou a ANJ.

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