Comércio se prepara para as tradicionais visitações aos cemitérios no Dia de Finados
Familiares já estão indo nos túmulos de seus entes queridos para limpar e embelezar o espaço

Na próxima terça-feira (02) será celebrado o Dia de Finados. A data, criada em homenagem aos mortos, é muito marcada pela visita das pessoas aos túmulos dos entes queridos como um forma de exaltar e lembrar os que já partiram. Neste dia, é natural observar homenagens com flores, velas e demais objetos nos cemitérios. Por isso, em Niterói e São Gonçalo, as funerárias e floriculturas se preparam para esta data que movimenta o comércio especializado. Em 2021, comerciantes esperam que o 2 de novembro volte a ser celebrado pela população, já que a pandemia praticamente impossibilitou a presença das pessoas nos cemitérios em 2020.
Marisia Moreira Gonçalves, de 77 anos, dona da loja 'A Casinha das Flores', localizada em frente do cemitério Maruí, no Barreto, Niterói tem expectativas que as vendas deste ano sejam melhores do que as do ano passado.
"Ano passado foi fraco, péssimo, por causa da pandemia. Esse ano nós esperamos que seja melhor, mas ainda assim tem muita gente com medo de vir até os cemitérios, principalmente o pessoal mais novo, a tradição é mais forte entre os idosos. Antes da pandemia, vinha muita gente para cá todos os anos, a fila era enorme e ia de lá de dentro da loja até a rua, espero que voltemos a vender mais esse ano", afirmou ela que tem sua loja há 50 anos. Marisia e seu filho, André Luiz Moreira Gonçalves, de 52 anos, administrador do estabelecimento, confessam que estão pensando em promoções para a data para tentar reerguer as vendas.

Quem também espera recuperar as vendas é Vaner Costa, de 42 anos, que possui a 'Floricultura Vida' próximo ao Cemitério Municipal de São Gonçalo, no Patronato.
"Esperamos que as vendas desse ano sejam maiores do que as do ano passado. Com a pandemia e os lockdowns, ficamos fechados por algum tempo e as pessoas tinham medo de vir até os cemitérios homenagear seus entes queridos mortos. Mas, acredito que as vendas devam voltar agora, pois muitas pessoas morreram na pandemia por causa do Covid-19 e alguns familiares não conseguiram se despedir dessas nos hospitais, então, devem vir aqui este ano. Ainda não sabemos sobre promoções, pois a gente busca manter o mesmo valor das flores há anos, mas acabamos pagando mais caro pros fornecedores e isso complica", afirmou ele.

Segundo os comerciantes de flores, as mais vendidas nessa época são as rosas, as palmas, a monsenhor e a flor do campo.
Pessoas vão até o cemitério para limpar e embelezar os túmulos de familiares
Mesmo antes do feriado, algumas pessoas resolveram reservar um dia e ir até os túmulos de seus familiares para prestar homenagens, limpar e mostrar seu amor por aquele parente que faleceu. Esse é o caso da professora aposentada Rosely Garcia Drummond de Avelar, de 81 anos, que mesmo sendo do bairro do Flamengo, no Rio, se dirige todos os anos ao Cemitério Maruí para prestar homenagens para o seu familiar já falecido.
"Nós somos da Igreja Messiânica, que tem origem japonesa, e acreditamos que ninguém morre, que apenas a carne é que vira pó e o espírito continua desencarnando. Nós prezamos muito o Dia de Finados na nossa religião e o respeito aos nossos antepassados, por isso, todos os anos eu venho aqui com a minha família, limpamos a sepultura, colocamos flores e velas e oramos pela nossa região e, em seguida, um pai nosso. Eu também faço isso em túmulos de outros parentes em Cabo Frio", disse.

Rosely escolhe ir até os cemitérios antes do Dia de Finados pela tranquilidade que fica nesses locais. "Escolhemos vir antes da data, porque no Dia de Finados mesmo os cemitérios ficam muito cheios e temos o nosso culto também na igreja, onde prestamos homenagens aos mortos lá também no dia do feriado em si", afirmou ela.

O Dia de Finados é celebrado por diversas religiões e em diversos locais do mundo, de diferentes formas. No México, por exemplo, existe o Dia dos Mortos (Día de los muertos), onde as pessoas fazem festas desde o dia 31 de outubro até o dia 2 de novembro, se fantasiando de caveira, de esqueletos ou de morte para celebrar a visita dos parentes mortos aos parentes vivos.