Caminhoneiros ameaçam paralisar, mas governo minimiza mobilização
Categoria entregou uma lista de reivindicações ao governo nesta segunda (18)

Desde o último sábado (9) em "estado de greve", os caminhoneiros estão prometendo uma paralisação nacional a partir do dia 1º de novembro. Nesta segunda-feira (18), representantes da categoria entregaram uma lista de reivindicações ao governo e pediram sinalizações positivas para evitar uma greve nacional. As informações são do jornal Estado de São Paulo.
Os caminhoneiros solicitam ao governo o cumprimento do valor mínimo do frete rodoviário, a aposentadoria especial para a categoria (aos 25 anos de trabalho) e mudança na política de preços da Petrobras para combustíveis, com objetivo de tentar reduzir a flutuação do custo do diesel. O governo federal, no entanto, está minimizando a possibilidade de paralisação da categoria.
Segundo o Estado de São Paulo, uma fonte revelou que desde 2018 a categoria já tentou 16 vezes realizar paralisações nacionais. Quatro delas ocorreram apenas em 2021. Ainda segundo o jornal, a mudança do preço dos combustíveis a partir da "canetada" do presidente também não é uma possibilidade.
A estratégia adotada por líderes da categoria para driblar as dificuldades tem sido endurecer as críticas ao governo. O documento com as reivindicações foi assinado pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL). As entidades afirmam que é a primeira vez desde 2018 que as três associações atuam juntas em um mesmo movimento.
Os líderes da categoria não descartam uma negociação no cumprimento de todas as demandas feitas ao governo. Apesar disso, eles dizem querer um direcionamento em torno de medidas concretas.
"Estamos cansados de reuniões. Tentamos fazer articulação, mas a própria categoria não aguenta mais", disse o presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão, um dos organizadores do movimento.
Ao Estado de São Paulo lideranças disseram que o movimento é apartidário, apesar da forte presença da categoria na mobilização no dia 7 de Setembro convocada pelo presidente. Apesar disso, alguns líderes falam em "desgoverno Bolsonaro" e exigem medidas efetivas do governo para atender as demandas da categoria.