Aumento no valor dos combustíveis: gonçalenses sofrem com a nova realidade de preços
Na última semana, gasolina aumentou mais 7% na refinaria

O preço dos combustíveis continua aumentando pelo Brasil. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o gasto com transportes teve uma variação de 1,46% em agosto, já em setembro essa variação foi de 1,82%. Esse aumento na taxa se deve, em partes, pelo preço dos combustíveis que aumentaram em 2,43%. Quem sente essa mudança no bolso é, principalmente, o motorista que faz entregas usando seu carro e não consegue mais trabalhar como antes ou aqueles que não conseguem mais encher o tanque de seu veículo, mesmo que para um pequeno passeio com a família no mês. O OSG foi atrás de pessoas como essas para mostrar como essa situação está se transformando em um desastre para os motoristas.
Victor Soares, de 42 anos, trabalha entregando camisas de sua própria produção. Ele conta que não consegue mais encher o tanque de seu veículo como antes.
"Há uns dois anos que não encho mais o tanque do meu veículo por causa do preço da gasolina. Eu sigo variando entre os combustíveis, dependendo do preço coloco álcool e dependendo coloco gasolina. Eu, que trabalho com entregas, sinto que tenho que vender mais e entregar mais camisas para conseguir pagar o gasto com combustível que tenho", disse ele. Hoje, Victor tem que abastecer 3/4 vezes na semana e sem conseguir encher o tanque de combustível de seu carro. Há dois anos, ele conseguia encher o tanque e só ia aos postos de abastecimento uma vez por semana.

Em média, a gasolina comum nos postos gonçalenses está custando entre R$ 6,60 e R$ 6,80. Já o álcool custa entre R$ 5,09 e R$ 6,00.
Vale lembrar que o Rio de Janeiro é, segundo um ranking da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), um dos estados onde a gasolina tem o preço mais caro, com média de R$ 6,764.
Pedro Roberto Crespo, de 59 anos, é outro que está sofrendo com o aumento de preços. "Antes, eu colocava em litros no tanque da minha moto e dos meus carros, hoje eu chego pedindo para colocar o valor em reais, sem conseguir mais encher os meus veículos. Hoje eu vi o presidente falando que não tem nada a ver com esse aumento do preço, mas ele tem sim. Eu vario entre diesel e gasolina, vou no que fica mais barato", disse o garçom que estava abastecendo sua moto no Mutuá.

Outra pessoa que também sentiu o aumento do preço dos combustíveis foi José Francisco Souza da Costa, de 62 anos. Ele contou que tudo hoje está muito caro. "Hoje eu abasteço uma vez por semana, mas não trabalho com meu carro e também não encho o tanque. Antes, eu conseguir encher. A gente tem condição de ser o estado com um combustível barato, mas acabamos pagando mais caro nos impostos", disse ele.

Vale lembrar que, na última semana, a Petrobras informou que a gasolina aumentaria mais uma vez, chegando a 7,2% de reajuste para as distribuidoras.