Bolsonaro é denunciado em Tribunal Internacional por destruição da Amazônia
O movimento foi liderado pelo grupo All Rise

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recebeu a sétima denúncia no Tribunal Penal Internacional de Haia por crimes contra a humanidade. O movimento foi liderado pelo grupo All Rise e reforça que a Amazônia tem sido destruída por contribuições governamentais. Agora, a procuradoria decidirá pela abertura ou não de processo preliminar de investigação. As informações são do jornalista Jamil Chade.
O texto chega a 300 páginas, sendo 200 delas com argumentos legais e as outras 100 de informações cientificas. Entre as questões levantadas, vale destacar o posicionamento do governo brasileiro, que entende que o ‘meio ambiente saudável’ não deve ser considerado um direito humano. De acordo com o Itamaraty, é de grande relevância defender a soberania dos recursos naturais.
Os autores reiteram que o documento não é de cunho político, mas esperam que acarrete em um processo e também em "um precedente que acabe com a impunidade para predadores ambientais".
“A destruição do bioma amazônico afeta a todos nós. Apresentamos na nossa queixa evidências que mostram como as ações de Bolsonaro estão diretamente ligadas aos impactos negativos da mudança climática em todo o mundo", disse Johannes Wesemann, fundador da All Rise.
A denúncia ocorreu alguns dias antes da Cúpula do Clima, em Glasgow, onde outros países devem fazer uma pressão sobre o Brasil para se ter garantias acerca diminuição de emissão de gases poluentes e desmatamento na Amazônia.
Uma parte do documento reitera que o governo Bolsonaro e suas ideias "causarão mais de 180.000 mortes por excesso de calor em todo o planeta nos próximos 80 anos com base nos comprometimentos climáticos atuais". O trecho tem como base as informações sobre alterações no clima, tendo em vista que 37% dos óbitos por calor das últimas três décadas foram pela mudança climática no mundo.