Babá de Henry Borel volta atrás e alega que nunca viu Jairinho agredindo o enteado
Thayna afirmou ainda que foi manipulada pela mãe de Henry

A babá do menino Henry Borel, de 4 anos, torturado e assassinado por seu padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho, em março de 2021, voltou atrás no depoimento que deu ao 2º Tribunal do Júri, no Centro do Rio de Janeiro, durante a primeira audiência do julgamento, nesta quarta-feira (6). Em seu novo relato, Thayna de Oliveira Ferreira, desmentiu as alegações de que teria presenciado o menino sendo agredido por Jairinho, e ofereceu nova versão dos fatos às autoridades.
Antes de apresentar uma terceira versão, a babá pediu à presidente da sessão, a juíza Elizabeth Machado Louro, que a mãe de Henry, Monique Borel Medeiros, fosse retirada do recinto, alegando que “depois de tudo que passou” sentia-se ameaçada pela presença da mulher. Thayna afirmou ainda que foi manipulada pela ex-patroa a culpabilizar Jairinho pelas agressões à criança, segundo informações do G1.
“No meu entendimento, era a Monique que me fazia acreditar em muita coisa, e por isso a minha cabeça estava transtornada. Eu começava a imaginar um monstro. Mas ali no quarto poderia não estar acontecendo nada e eu estava imaginando um monte de coisa”, sustentou ela.
A babá afirmou ainda que se sentiu usada por Monique e que jamais presenciou nenhuma agressão por parte do padrasto.
“Me senti usada em que sentido? No sentido de que ela vinha, contava, tentava me mostrar o monstro do Jairinho e eu ficava com todas as coisas ruins na minha cabeça. Era tudo suposição da minha cabeça. Eu nunca vi nenhum ato”, sustentou a babá.