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CPI das Armas vai ouvir PMs

Deputados querem saber por que 4 batalhões gastaram metade das munições no Estado

relogio min de leitura | Redação 05 de dezembro de 2015 - 19:35

O presidente da CPI, Carlos Minc, quer ouvir policiais que mais atiraram no Estado

Foto: Divulgação

A CPI das Armas da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que apura, entre outros pontos, o sumiço de 679 armas e milhares de munições em unidades da Polícia Militar, de 2005 a 2015, convocará para a próxima sessão, na quinta-feira (10), três dos 63 policiais militares que mais atiraram em operações no Estado.

Segundo levantamento feito pelo Comando da PM, que monitora o uso de munição por policiais militares, somente este ano, um sargento, do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 41º BPM (Irajá), disparou 606 tiros de fuzil.

O presidente da CPI das Armas da Alerj, deputado Carlos Minc, informou que vai convocar o sargento e mais dois PMs para saber as circunstâncias dos tiros e se receberam algum tipo de treinamento e orientação. “Temos visto que policiais militares têm atirado onde não devem, como foi o caso dos cincos jovens mortos em Costa Barros. Isso não é usual”, disse Minc.

Segundo dados do Sistema de Material Bélico (SisMatBel), implantado em 2012 para melhorar e dar transparência ao controle de armas em todas as unidades da PM, os quatro batalhões mais letais do Estado do Rio de Janeiro gastaram cerca de 50% de toda a munição já usada pela corporação em 2015.

O ex-chefe do Estado Maior, coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, e a chefe da 4ª Seção do Estado Maior da PM, tenente-coronel Márcia Dias de Andrade, foram convocados para falar do atual estado do SisMatBel na última semana. Os dados apresentados pelos dois reforçaram a visão dos deputados de que a PM parou no tempo, precisando de investimentos urgentes para que seja ampliado o sistema informatizado de controle de entrada e saída de armas dos batalhões e de outras unidades da Polícia Militar.

Segundo a chefe da 4ª Seção do Estado Maior da PM, Márcia Dias, a informatização ainda não chegou na ponta dos batalhões e outras unidades, que ainda controlam seus armamentos em livros de registro.

Controle deverá ser informatizado

A CPI das Armas vai propor a ampliação do SistMatBel para que sejam aposentados de vez os livros manuais de registro. Para piorar, por falta de alimentação de dados de 2013 e 2014, o SistMatBel ficou inoperante, justamente quando 122 armas foram roubadas ou extraviadas.

Os integrantes da CPI das Armas vão propor que seja aprimorado o sistema informatizado de controle de armas e munições nas 70 Reservas Únicas de Material Bélico (Rumb). Segundo cálculos dos deputados, o Governo do Estado teria um custo de cerca de R$ 2 milhões para ampliar a informatização do controle de armas dessas reservas. Para Minc, o custo seria irrisório.

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