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Primavera: Cedae distribui mais de 10 mil mudas em comemoração à chegada da estação

Oito municípios do Estado do Rio de Janeiro foram beneficiados com ações de reflorestamento

relogio min de leitura | Redação 25 de setembro de 2021 - 10:38
Doação de mudas e reflorestamento
Doação de mudas e reflorestamento -

Na abertura da Primavera, o Programa Replantando Vida da Cedae promoveu agenda repleta de atividades entre os dias 17 e 23 de setembro, com distribuição de mais de 10 mil mudas de árvores nativas da Mata Atlântica para oito municípios do Estado. 

As ações comemorativas começaram na sexta-feira com doação de 2,2 mil mudas para a Secretaria de Meio Ambiente de Porciúncula destinadas à restauração florestal. Na mesma data, Cantagalo recebeu 3 mil mudas para projetos de recuperação de nascentes coordenados por produtores rurais do município.

Na segunda-feira (20/09), as mudas do Replantando Vida fizeram parte das atividades de educação ambiental promovidas pelo Parque Estadual Cunhambebe, em Mangaratiba. A criançada ajudou com o plantio de parte das 260 mudas doadas ao Parque.

O Dia da Árvore (21/09) marcou o lançamento de projeto para recuperação da mata ciliar do Rio Guandu. A iniciativa prevê o plantio de 1 milhão de árvores em até cinco anos numa faixa de 500 hectares, o que corresponde a mais de 700 gramados do Maracanã. Integrantes do programa Replantando Vida plantaram as primeiras 2 mil mudas às margens do Guandu, na Rodovia Presidente Dutra, altura de Engenheiro Pedreira, em Japeri.

Também neste dia, o Hemorio, no Rio de Janeiro, recebeu 100 mudas para presentear os doadores de sangue. Outras 100 árvores foram distribuídas para a Cooperativa de Trabalho em Assessoria a Empresas Sociais em Assentamentos de Reforma Agrária, em Quatis; e 200 para a Secretaria de Meio Ambiente de Japeri.

Para finalizar a programação, na quinta-feira (23/09), o programa doou mais 2 mil mudas para a Secretaria de Meio Ambiente de Barra Mansa para projetos locais de reflorestamento. A Prefeitura de Cordeiro recebeu mil mudas para restauração florestal das unidades de conservação municipais.

Todas as árvores doadas e plantadas pelo programa socioambiental da Cedae foram cultivadas nos sete viveiros mantidos pela Companhia, que têm a capacidade de produzir, em conjunto, 1,8 milhão de mudas por ano de 254 espécies nativas da Mata Atlântica, das quais 40 estão ameaçadas de extinção.

"Estas ações são importantes para combater a escassez de água, erosão e assoreamento, além de fazerem parte do compromisso da Cedae com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ONU). É uma luta muito satisfatória ver esse programa alcançando marcas tão importantes", disse o diretor-presidente da Cedae, Leonardo Soares. Voltando-se aos trabalhadores do projeto Replantando Vida, continuou. - Conhecer esse ofício é mais que uma abertura de oportunidade. É uma abertura de oportunidade contemporânea compatível com os movimentos mais inclusivos e mais especiais que o mundo vive. O mundo vive essa agenda.

Sobre o Replantando Vida

Unindo preservação ambiental e ressocialização de apenados do sistema prisional estadual, o programa Replantando Vida mantém viveiros florestais na Estação de Tratamento de Águas (ETA) do Guandu, na Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de São Gonçalo, na ETE Alegria, no Reservatório Victor Konder, na Caixa Velha da Tijuca, no Complexo do Alemão e na Colônia Penal Agrícola de Magé. As unidades têm capacidade de produzir 1,8 milhão de mudas por ano de 254 espécies nativas da Mata Atlântica, das quais 40 estão ameaçadas de extinção.

As espécies cultivadas nos viveiros da Companhia são usadas na recuperação de matas ciliares e na preservação da Mata Atlântica. Somente em 2021, mais de 91 mil mudas foram distribuídas a projetos de reflorestamento em 44 municípios do Estado do Rio de Janeiro. Ao longo de 20 anos, mais de 4 milhões de mudas foram produzidas.

Todos os viveiros contam com a mão de obra de apenados dos regimes semiaberto, aberto e liberdade condicional que integram o programa, fruto do contrato entre a Cedae e a Fundação Santa Cabrini. Além dos trabalhos ligados à área ambiental, os participantes desempenham diversas atividades na Cedae, como serviços gerais dos setores administrativos e operacionais; confecção de uniformes da companhia e máscaras de proteção contra a Covid-19; manutenção de áreas verdes e jardinagem; obras e reparos. Eles recebem remuneração pelo serviço prestado, auxílios transporte e alimentação, além do benefício de redução de um dia de pena a cada três trabalhados.

Desde a sua criação, mais de 4 mil pessoas já passaram pelo Replantando Vida, que é o maior empregador de mão de obra apenada do País. O programa, contrato da Cedae com a Fundação Santa Cabrini, recebeu o reconhecimento pelo ‘Selo Resgata’, concedido pelo Ministério da Justiça em três edições, e foi contemplado com três premiações da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, o prêmio Firjan Ambiental.

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