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Polícia encontra dificuldade na realização de exame de confronto balístico

Delegacia especializada de Niterói usou aparelho russo emprestado para conclusão de casos importantes, como o assassinato do pastor Anderson do Carmo

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 02 de setembro de 2021 - 22:17
DNISH com dificuldade na realização de exame de confronto balístico
DNISH com dificuldade na realização de exame de confronto balístico -

A Polícia Civil do Rio está em dificuldades para a realização de exame de confronto balístico de armas de fogo, segundo reportagem veiculada nessa quinta-feira (2) no 'RJTV', por causa de um problema no aparelho usado nesse trabalho. O problema, segundo a matéria do telejornal, já fez equipes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNISGIM) a recorrer a equipamento russo par esclarecer dois crimes de muita repercussão na região, entre eles, o assassinato do pastor evangélico Anderson do Carmo. 

O outro caso é o da morte de Michael Monteiro, em 2019, em Itaboraí, crime que é imputado pela polícia ao ex-bombeiro militar Alexandre Mendonça Bezerra, morador de São Gonçalo, que foi preso em novembro desse mesmo ano por policiais da DGNISGIM.  No caso, a denúncia do Ministério Público do Rio aponta motivo 'fútil' para a execução de Michael, que teria sido executado a tiros por Alexandre, após o ex-bombeiro ter descoberto que ele se relacionava com sua ex-mulher.

A situação sobre o problema no aparelho do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) veio à tona após a justiça requerer o exame de balística para saber se a arma usada por Alexandre era a que foi usada na execução. A Polícia Civil respondeu à justiça através de um ofício que relata o problema e informa ainda que um processo licitatório já foi aberto para a manutenção dos equipamentos em fevereiro deste ano.

Vale destacar que o MP do Rio realizou três pedidos para que a DNISH envie os projeteis das balas usados na execução de Michael - além da pistola utilizada no crime. A reportagem da Globo ainda apurou que, por conta da falta de equipamentos do Estado do Rio para a realização da perícia, a delegacia utilizou aparelho de tecnologia russo. 

Outro caso que chocou o Brasil, foi a morte do pastor Anderson do Carmo, ex-marido da então ex-deputada federal Flordelis, morto 16 de junho de 2019. A tecnologia russa detectou evidências de que o estojos das balas usadas na execução, eram compatíveis com a arma encontrada na casa da pastora. O laudo foi enviado ao Instituto Carlos Éboli. Flordelis está preso sob acusação de ser a mandante do assassinato, junto com outros filhos.  

Segundo informações que circula nos bastidores da polícia, o aparelho ficou emprestado por dois anos na DNISH, e não houve interesse na compra do equipamento estrangeiro, que já não opera mais na delegacia.

Em reposta à reportagem do RJTV, a Secretaria da Policia Civil afirma que "os equipamentos balísticos estão fora de uso por 45 dias". Além disso, declarou o conserto só ocorre em setembro e que existe um processo licitatório para a aquisição de novos aparelhos.

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