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Movimentos sociais discutirão os impactos da privatização da Cedae em São Gonçalo

O seminário acontece de segunda a sexta

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 24 de agosto de 2021 - 08:08
Serão seis painéis com especialistas nas temáticas do saneamento básico
Serão seis painéis com especialistas nas temáticas do saneamento básico -

Durante a semana de 23 a 28 de agosto, o Fórum de Desenvolvimento Sustentável e Resistência Democrática de São Gonçalo – FDSRD-SG, composto por 44 movimentos sociais e populares, estará realizando o Seminário “Os Impactos da Privatização da CEDAE no Município de São Gonçalo – Participação Popular na Definição das Prioridades e dos Investimentos”.

Serão seis painéis com especialistas nas temáticas do saneamento básico que trarão informações e subsídios para alimentar os seis Grupos de Trabalhos (GTs) de representantes dos movimentos sociais que construirão um documento com os problemas e demandas da população gonçalense na área de saneamento básico. 

O seminário acontece de segunda a sexta, pelo Canal Q-Cria, nos horários de 18h às 21h, sendo uma hora e meia para os painéis e uma hora e meia para os GTs. No sábado, dia 28, o seminário será presencial, respeitando todos os protocolos sanitários tendo como objetivo a realização da plenária de consolidação do documento e construção de Audiências Públicas.

A meta do Seminário é intervir no Plano Municipal de Saneamento Básico que deverá orientar onde serão investidos os quase um bilhão de reais que caberá ao município de São Gonçalo, recursos oriundos da privatização da CEDAE. 

O FDSRD-SG quer intervir também na aplicação dos recursos que cabem ao governo do estado - mais de 14 bilhões de reais. “Queremos saber quanto e em que o governo vai aplicar no nosso município”, afirma Sonia Jardim, liderança do FDSRD-SG. 

A base do seminário é discutir o saneamento básico na perspectiva dos direitos humanos. “Queremos incluir na definição da aplicação desses recursos as especificidades da população gonçalense. Não é possível aplicar esse dinheiro sem considerar que a falta de água, esgoto e moradia digna afeta mais diretamente as mulheres pobres e a população negra. Não queremos apenas obras de superfície. Queremos que sejam considerados no uso desse dinheiro, os princípios de sustentabilidade, enfim, que seja considerada  a Agenda 2030, da qual o Brasil é signatário. Vamos trabalhar com esta meta,” ressalta, Sonia. 

O Seminário tem apoio de integrantes da bancada progressista da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e da bancada progressista da Câmara Municipal de Vereadores de São Gonçalo.

O seminário terá, ainda, especialistas do INEA, do Comitê da Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara, da Casa Fluminense, da Universidade Federal Fluminense, da Prefeitura de São Gonçalo e do Ministério Público, dentre outras instituições.

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