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Mulher morre após passar mal e convulsionar em bar de São Paulo

Amigos da vítima se mostram indignados, pois o show no local continuou

relogio min de leitura | Redação 22 de agosto de 2021 - 18:27
Ela tinha 31 anos
Ela tinha 31 anos -

Marina Gomes Vieira, de 31 anos, saiu para comemorar a despedida de solteira de uma amiga, na noite do último sábado (21), em São Paulo, quando passou mal em um bar com música ao vivo e veio a óbito. Ela teve um mal súbito e chegou a convulsionar antes de ter uma parada cardíaca. No local, a vítima tinha bebida apenas uma cerveja e um drink de tequila. A indignação dos amigos da jovem foi focada nos responsáveis pelo Armazém Maya, que permitiram que o show musical do local continuasse mesmo com a jovem convulsionando. As informações são do jornal O Globo.

Segundo informações postadas por uma amiga da vítima nas redes sociais, Marina teve um quadro de hipoglicemia, ou seja, suas taxas de açúcar ficaram muito altas. Naquela noite, ela só havia bebido uma cerveja e um copo de tequila. Os amigos de Marina chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas se indignaram já que o bar não oferecia nenhum tipo de ambulância ou atendimento médico.

A amiga da vítima ainda contou que o bar recomendou que eles não a levassem de carro para um hospital, mas sim que aguardassem os agentes de saúde acionados. Os garçons do local ainda fizeram um cordão de isolamento para que ninguém se aproximasse da vítima e a abanaram. Uma das outras clientes que estava no local era enfermeira e sabia os cuidados de primeiros socorros. Ela tentou, então, fazer uma massagem cardíaca na vítima, para tentar facilitar o caso e salvar a situação, mas, mesmo assim, isso não deu certo. O SAMU demorou mais de 30 minutos para chegar ao local e os agentes de saúde tiveram dificuldade para passar entre as pessoas que continuavam curtindo o show no local, mesmo com Marina convulsionando. 

Sobre todo o caso, os amigos da vítima se mostraram indignados. "Isto não passará batido, nada trará a vida dela de volta, mas a casa precisa se preparar para que próximas vítimas não passem apuros, um bombeiro é o mínimo que vocês devem ter na casa, ele estará preparado para todo tipo de socorro. Indignada!", escreveu a amiga da vítima nas redes sociais.

A amiga da vítima se pronunciou sobre o caso na internet
A amiga da vítima se pronunciou sobre o caso na internet |  Foto: Reprodução/Internet
 

Ao O Globo, o Armazém Maya informou que o local é um bar com música ao vivo e não uma casa de espetáculos que deve obrigatoriamente contratar uma ambulância para caso hajam emergências no local. Além disso, o responsável pelo local informou ainda que um garçom que sabe de primeiros socorros ofereceu ajuda para a vítima e que Marina deixou o local ainda com vida, morrendo depois.

Sobre o grupo que se apresentava, o responsável pela casa de festas disse que a banda continuou tocando, pois não sabia do ocorrido e nem da gravidade, mas, que quando souberam da história, a música foi logo interrompida. O gerente do local também chamou os bombeiros e os amigos da vítima não tiveram que pagar a conta.

Neste domingo (22), O Globo confirmou que o local funcionou normalmente.

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