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Cientistas apontam que o surgimento de novas pandemias está diretamente ligado a exploração do meio ambiente

O estudo foi conduzido pelo Grupo de Trabalho Científico Internacional em Prevenção de Pandemias

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 19 de agosto de 2021 - 17:01
Desmatamento na Amazônia aumentou 30% em 2020
Desmatamento na Amazônia aumentou 30% em 2020 -

Estudos apontam que o risco de propagação de doenças infecciosas que possam causar pandemias como a gerada pelo novo coronavírus aumentaram nas últimas décadas devido à intervenção humana sobre os ecossistemas do planeta. A pesquisa foi conduzida pelo Grupo de Trabalho Científico Internacional em Prevenção de Pandemias, organizado pelo Instituto de Saúde Global em parceria com a Escola de Saúde Pública T.H. Chan, ambos ligados à Universidade Harvard, nos Estados Unidos. As informações são do El País Brasil.

De acordo com a pesquisa, a alteração e destruição dos ecossistemas pelas ações dos homens levam ao deslocamento forçado de espécies de fauna para mais próximo dos centros urbanos. Esses animais podem conter e transmitir doenças nocivas para outras espécies, como os próprios seres humanos, que não possuem anticorpos contra elas, acarretando em sua rápida propagação e no surgimento de novas pandemias, como as que vivenciamos nos últimos anos com o surgimento do SARS-CoV-2.

O estudo aponta que 50% das doenças emergentes detectadas nas últimos décadas são provenientes de animais silvestres e tem como principais causas o desmatamento, o tráfico de animais silvestres, a agricultura intensiva, mudanças climáticas provocadas pelo agravamento do aquecimento global, entre outras formas de exploração desenfreada dos recursos naturais do planeta.

Ainda segundo os cientistas, a melhor forma de prevenir o surgimento de novas pandemias é impedir a transmissão desses vírus vindo de outros animais para os humanos. Dessa forma, torna-se essencial para a preservação da vida humana preservar também a flora e a fauna do planeta e repensar as formas e práticas de extração de recursos e produção agrícola para que essas agridam menos o meio ambiente.

De acordo com Aaron Bernstein, líder do grupo responsável pelo estudo, mais de 6 trilhões de dólares foram gastos no combate ao novo coronavírus, um valor três vezes maior que o Produto Interno Bruto do Brasil. Com apenas 2% dessa quantia, ou cerca de 22 bilhões de dólares seria possível financiar todas as atividades necessárias para a redução do desmatamento e controle do tráfico de espécies silvestres e prevenir, dessa forma, o surgimento de novas pandemias.

No Brasil, os órgãos e leis de proteção ambiental vêm sofrendo um desmonte que atingiu seu ápice durante o governo Bolsonaro. Um levantamento do Instituto Imazon mostra que o desmatamento na Amazônia entre janeiro e dezembro de 2020 foi o maior dos últimos dez anos. Uma área de 8 mil quilômetros quadrados, ou cinco vezes a cidade de São Paulo foi desflorestada durante o período. O número corresponde a um aumento de 30% em relação ao ano de 2019.

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