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Censura? Bolsonaro bloqueia 176 perfis nas redes sociais

O levantamento foi realizado pela ONG Human Rights Watch

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 19 de agosto de 2021 - 12:34
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro -

Um levantamento divulgado pela ONG Human Rights Watch nesta quinta-feira (19) mostra que o presidente Jair Bolsonaro bloqueou 176 perfis nas redes sociais. Em sua maioria, os perfis pertenciam a jornalistas, organizações não-governamentais, políticos, veículos de imprensa, influenciadores e críticos do mandatário em geral. Algumas contas possuíam mais de 1 milhão de seguidores.

Os bloqueios foram feitos através de contas utilizadas pelo presidente para fazer anúncios oficiais. Segundo a presidente do Human Rights Brasil, Maria Laura Canineu, em entrevista ao UOL, isso qualifica o ato como uma espécie de censura, ao passo que impede o livre exercício da liberdade de expressão e o direito à crítica inerente a qualquer regime democrático de direito. Ainda de acordo com ela, a intenção do mandatário com isto é criar uma bolha de apoio ao seu regime nas redes sociais, onde só aplausos são permitidos, com o intuito de camuflar a forte oposição popular que enfrenta.

Bolsonaro que teve 12 vídeos de seu perfil no YouTube derrubados pelos gestores da plataforma durante a pandemia por violarem políticas de segurança que proíbem a disseminação de fake news sobre a eficácia da cloroquina e da ivermectina no tratamento do Covid-19, alegou que perfis de direita também sofrem restrições na web.

Tendo isso em vista, o chefe do executivo afirmou que trabalhava num projeto de lei que tem o objetivo de impedir eventuais censuras contra os perfis de apoiadores nas redes sociais. É importante ressaltar que as censuras as quais o presidente se refere costumam ser promulgadas quando as postagens em questão ferem as políticas de uso das plataformas ao reproduzir discursos de ódio ou espalhar fake news, por exemplo.

Atualmente, há uma Comissão Parlamentar de Inquérito em aberto para investigar a existência de milícias digitais responsáveis pela disseminação sistêmica de fake news nas redes sociais no Brasil. A comissão avalia ainda a ligação desses grupos de direita à base de apoio do governo Bolsonaro na Câmara e no Senado.

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