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Um ano de Lei Aldir Blanc de auxílio à cultura: você sabe quem foi ele?

Lei destinou recursos a profissionais da área que sofreram com o impacto das medidas de distanciamento social

relogio min de leitura | *Beatriz Machado 19 de agosto de 2021 - 10:50
ALdir Blanc Mendes/Foto arquivo de 2006
ALdir Blanc Mendes/Foto arquivo de 2006 -

No ano de 2020, as medidas de distanciamento social devido a pandemia do coronavírus trouxeram grande impacto a diversos setores da economia do Brasil, entre eles o setor cultural. O país parou. Muitos profissionais foram impossibilitados de trabalhar, shows e apresentações teatrais foram cancelados, lançamentos de livros adiados e tantos outros artistas ficaram igualmente sem nenhum recurso.

Visando auxiliar esses trabalhadores do setor que tiveram suas atividades interrompidas, foi regulamentada, então, em agosto daquele ano, a Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural (14.017, de 29/06/20). Na prática, metade da verba foi destinada à promoção de uma renda emergencial de R$ 600 aos trabalhadores por um período de três meses, distribuída pelos estados (Inciso I da Lei 14.017/2020), e metade foi distribuída pelos municípios através de editais, chamadas públicas, aquisição de bens e serviços, da manutenção de espaços e organizações artísticas, culturais e comunitárias do setor (Incisos II e III da Lei 14.017/2020), com projetos variando até R$ 50 mil.

Mas será que todos sabem quem foi Aldir Blanc e por que a lei recebeu seu nome?

Escritor, cronista e compositor, Aldir Blanc Mendes nasceu em 2 de setembro de 1946, no Rio de Janeiro. Filho único, sua mãe Helena passou por uma depressão pós-parto, nunca mais engravidou e adquiriu pânico de sair de casa. Com o passar dos anos, seus avós o convenceram a morar com um primo mais velho, na Tijuca, que o levou a conhecer bailes, noitadas boêmias, mulheres, futebol, a quadra da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro (que se tornaria a escola do coração de Blanc) e os blocos de Carnaval.

Antes de se entregar à vida artística, porém, Aldir foi médico. Entrou para faculdade de Medicina aos 20 anos e se especializou em psiquiatria. Porém, em 1973, quando já fazia sucesso com "Amigo é pra essas coisas", deixou a profissão para mergulhar de cabeça na música. A canção foi uma parceria com Silvio da Silva Jr. e sagrou-se vice-campeã do Festival Universitário em 1970, fato que fez Blanc se juntar a Ivan Lins, Gonzaguinha e outros para fundar o Movimento Artístico Universitário. 

Em 1971, "Ela", composição sua com César Costa Filho, foi gravada por Elis Regina. E, em 1972, pela primeira vez a célebre cantora escolhe uma música escrita por Blanc e João Bosco para seu disco, que iniciaria a trajetória de sucesso do trio: "Bala com Bala".

Em maio de 2020, aos 73 anos, Aldir Blanc não resistiu às complicações da Covid-19 e foi mais uma vítima do caos pandêmico. Ele deixou duas filhas do primeiro casamento, Mariana e Isabel, e mais duas de criação do segundo, Tatiana e Patrícia. Também deixa cinco netos e um bisneto.

Uma de suas declarações mais citadas é "O show de todo artista tem que continuar". 

*Sob supervisão de Cyntia Fonseca

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