'Crianças com deficiência atrapalham aprendizado das outras', diz ministro da Educação

O ministro agitou as redes sociais após a exibição da sua participação no programa Novo Sem Censura

Escrito por Redação 15/08/2021 13:37, atualizado em 15/08/2021 14:23
Milton Ribeiro
Milton Ribeiro . Foto: Divulgação/ Nairara Demarco

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, dividiu opniões nas redes sociais na tarde desta terça-feira (10). O pastor foi convidado para participar do programa `Novo Sem Censura`, da TV Brasil.

Milton exibiu seus pontos de vista acerca de diversos assuntos mas o que mais incomodou os telespectadores foi o seu posicionamento sobre inclusão de crianças com deficiência dentro de sala de aula.

“O que é inclusivismo? A criança com deficiência é colocada dentro de uma sala de alunos sem deficiência. Ela não aprendia, ela ‘atrapalhava’ – entre aspas, essa palavra eu falo com muito cuidado – ela atrapalhava o aprendizado dos outros, porque a professora não tinha equipe, não tinha conhecimento para dar a ela atenção especial”, disse o ministro.

Ainda na entrevista, perguntado sobre o ENEM, Ribeiro diz que a gratuidade do exame desmotiva parte da sociedade 

Eu fico tranquilo com relação ao ENEM porque o ENEM é uma prova muito democrática. Mais de 50% do ENEM é gratuito para quem não pode pagar. Eu não estou com número exato, mas este ano creio que 54% das inscrições foram graciosas. Não é para todo mundo, a prova é caríssima. Ano passado gastamos 700 milhões de reais com a prova. (…) Tem muita gente que, pela gratuidade, nem comparece.”

Milton Ribeiro não está em uma posição favorável. Em setembro do ano passado durante entrevista ao jornal Estadão ele disse que "o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo (sic) tem um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Gerou para o governo federal uma multa no valor de R$200 mil de indenização em uma ação civil movida por associações de defesa dos direitos LGBTI+ contra ofensas proferidas pelo ministro da Educação".

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